Juros futuros têm leve recuo em dia de baixa liquidez

Em uma sessão de liquidez bastante reduzida, o mercado futuro de juros ajustou as taxas ligeiramente para baixo nesta segunda-feira, 26, com as atenções dos investidores concentradas na questão fiscal e na reunião do Federal Reserve, que na quarta-feira decide sobre os juros básicos dos EUA. Na reta final, vale notar, o recuo das taxas futuras…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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Em uma sessão de liquidez bastante reduzida, o mercado futuro de juros ajustou as taxas ligeiramente para baixo nesta segunda-feira, 26, com as atenções dos investidores concentradas na questão fiscal e na reunião do Federal Reserve, que na quarta-feira decide sobre os juros básicos dos EUA. Na reta final, vale notar, o recuo das taxas futuras diminuiu, na medida em que o dólar ganhou um pouco mais de força diante do real e também com a desmontagem de posições por parte de investidores que operaram no ‘day trade’.

As taxas dos DIs iniciaram o dia em baixa, acompanhando a trajetória do dólar no início do pregão, mas chegaram a subir pontualmente, em meio às preocupações em torno da meta fiscal de 2015, cuja revisão era esperada para a sexta-feira passada, 23. Segundo o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Ricardo Berzoini, ainda não há definição sobre o tamanho do déficit das contas públicas neste ano. O prazo final para envio do novo número ao Congresso é 22 de novembro.

Os prêmios voltaram a cair com a indicação do Tesouro sobre as mudanças na emissão de títulos de longo prazo. Segundo o coordenador-geral de operações da dívida pública do Tesouro, José Franco, as taxas de papéis longos estão “um pouco elevadas”. Ele informou que, no caso das NTN-Bs, o Tesouro está disposto a ofertar mais títulos com vencimento em 2023, em detrimento dos que vencem em 2035 e 2055. O coordenador afirmou ainda que o Tesouro tomou a decisão estratégica de não pressionar o mercado, o que significa emitir menos papéis prefixados e eventualmente mais Letras Financeiras do Tesouro (LFT), que são pós-fixadas.

Apesar da sinalização do Tesouro, houve pouca alteração na curva de juros, que ainda mostra inclinação significativa entre os vencimentos intermediários e longos, num sinal de cautela do investidor. Nos negócios na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 terminou o horário regular com taxa de 14,260%, ante 14,263% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2017 fechou em 15,32%, de 15,35%. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 teve taxa de 15,92%, ante 15,96% no ajuste anterior.

A expectativa em torno da reunião do Fed, na quarta-feira, também trouxe influência para os negócios. Diante dos sinais de fraqueza da economia mundial, prevalecem as apostas de que o BC dos EUA vai adiar para 2016 o início da normalização dos juros. Essa percepção favoreceu a queda do dólar ante algumas divisas e dos juros dos Treasuries.

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