Juros futuros terminam em baixa com continuidade do processo de impeachment
Os juros futuros encerraram esta terça-feira, 10, em baixa, exibida desde a abertura do pregão e ao longo de toda a curva a termo. O principal vetor dos negócios foi a revogação do pedido de anulação das sessões que trataram do impeachment da presidente Dilma Roussef na Câmara, anunciada pelo presidente interino da Casa, Waldir Maranhão…

Os juros futuros encerraram esta terça-feira, 10, em baixa, exibida desde a abertura do pregão e ao longo de toda a curva a termo. O principal vetor dos negócios foi a revogação do pedido de anulação das sessões que trataram do impeachment da presidente Dilma Roussef na Câmara, anunciada pelo presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), nesta madrugada. Por isso, o movimento foi mais firme nos vencimentos a partir de 2018, que têm reagido mais fortemente ao noticiário político. Também favoreceu a redução de prêmios o ambiente externo favorável, com alta das bolsas e das commodities, principalmente do petróleo.
Ao término da negociação regular, os principais contratos estavam nas mínimas da sessão, que, no entanto, teve volume moderado. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 fechou em 13,635%, de 13,695% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2018 caiu de 12,87% para 12,74% (mínima). O DI janeiro de 2021 terminou em 12,42% (mínima), de 12,69%.
O mercado já abriu reduzindo os prêmios embutidos na sessão de ontem, em resposta à informação de que Maranhão revogou sua decisão de anular as sessões do impeachment. Na decisão, o parlamentar não explicou os motivos que o levaram a revogar o próprio ato.
No que parece ser a última cartada, o governo afirmou que vai entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a anulação do processo de impeachment, o que, contudo, não assustou o mercado. O Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, alega que se o STF afastou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por desvio de poder, este fator também se caracteriza no impeachment.
Como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ontem que o processo seguirá normalmente, a expectativa do mercado agora é pela aprovação da abertura do processo em votação esperada para esta quarta-feira. Caso seja confirmada, os investidores aguardam uma rápida definição dos nomes que vão compor a equipe econômica do novo governo e as primeiras medidas econômicas a serem encaminhadas ao Congresso.
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