Justiça de SP nega recurso de motorista de Porsche
Decisão também manteve o júri popular

A Justiça negou o pedido da defesa do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho para negar a ida do réu a júri popular pela acusação de homicídio.
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O que aconteceu
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou o pedido da defesa. O juiz Roberto Zanichelli Cintra, que já havia determinado a realização do júri popular, manteve a decisão anterior.
Os advogados de Sastre apontaram erro na decisão e na acusação por parte do Ministério Público. De acordo com a defesa, há ausência de “provas íntegras” de que o empresário estaria bêbado no momento da colisão e, portanto, haveria um erro no processo, com recursos e provas insuficientes para levar o réu ao júri popular.
O magistrado entendeu que não houve falha no encaminhamento do réu para júri popular. A Justiça havia decidido no último dia 28 de setembro pela ida ao conselho de sentença do tribunal do júri.
Fernando Sastre Filho é réu pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. A vítima morreu após um Porsche guiado pelo empresário atingi-lo em alta velocidade na zona leste de São Paulo em março deste ano.
Relembre o caso
Fernando foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por dirigir embriagado e assumir o risco de matar em alta velocidade. A perícia constatou que o homem dirigia o Porsche a 156km/h momentos antes da colisão — na avenida onde houve a batida, a Salim Farah Maluf, o limite de velocidade é de 50 km/h.
A colisão vitimou fatalmente o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana.O amigo de Fernando, que estava no banco carona, se feriu gravemente na colisão.
O homem está preso em Tremembé. Após a Justiça determinar prisão preventiva contra o motorista do Porsche, a defesa teve pedido acatado para Fernando ser encaminhado para a unidade.
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