Justiça faz audiência sobre acidente que matou 17 estudantes no litoral
Dona e funcionário da empresa de ônibus prestaram depoimento nesta 5ª


Ônibus bateu em uma rocha e capotou na rodovia Mogi-Bertioga, matando 17 estudantes e o motorista em junho de 2016
Estadão
A Justiça de Bertioga realizou nesta quinta-feira (2) uma audiência com a sócia e um funcionário da empresa de transporte responsável pelo ônibus que sofreu um acidente na rodovia Mogi-Bertioga, causando a morte do motorista e 17 estudantes de São Sebastião, em junho de 2016. Os dois são réus no processo.
A audiência começou às 14h e acabou às 17h. Segundo o advogado José Beraldo, a proprietária da transportadora contestou o laudo da perícia.
“Ela disse que o laudo particular dela comprova que os ônibus da empresa, principalmente o da linha 4900, passavam por revisão periódica. Eu disse que o que prevalece é o laudo do Instituto de Criminalística, que mostra que havia uma peça condenada, por isso ao acionar o freio houve rompimento do tambor”, disse o advogado.
Para Beraldo, o motorista em um ‘ato heróico’, para evitar que o veículo caísse na ribanceira e matasse a todos, jogou o ônibus para uma área onde havia uma floresta. “Só que ele não sabia que havia uma rocha”, disse. Doze estudantes sobreviveram ao acidente.
A Justiça vai marcar uma nova audiência para ouvir um outro funcionário da empresa, também réu no processo.
O Meon tentou contatar a empresa por volta das 18h30, mas sem sucesso.
O juiz Fausto Dalmaschio Ferreira, da 1ª Vara do Foro de Bertioga, acatou a denúncia contra sócia e os dois funcionários de empresa de transportes em junho de 2017.
Os estudantes de São Sebastião retornavam de faculdades de Mogi das Cruzes quando o veículo bateu em um rochedo na estrada e capotou.
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