Justiça investiga abuso de força contra presos no CDP de São José

Após denúncias de violência contra detentos, o promotor de justiça da vara criminal, Fábio Xavier Antonio de Moraes visitou na tarde desta segunda-feira (10) o CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos. A visita teve como objetivo avaliar se houveram abusos na inspeção realizada pelo GIR (Grupo de Intervenções Rápidas) na última sexta-feira (7).

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Após denúncias de violência contra detentos, o promotor de justiça da vara criminal, Fábio Xavier Antonio de Moraes, esteve na tarde desta segunda-feira (10), no CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos. A visita teve como objetivo avaliar possíveis abusos durante a inspeção realizada pelo GIR (Grupo de Intervenções Rápidas) na última sexta-feira (7).

O grupo revistou o Pavilhão 1 do centro de detenção após um mini-helicóptero lançar um pacote com 250g de cocaína aos presos. De acordo com o promotor, 22 detentos do pavilhão apresentaram queixas de dores nas costelas e tórax devido a um suposto espancamento durante a ação. Outro preso, do pavilhão 3, teria se queixado de uma mordida de um cachorro utilizado pelo GIR.

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Parentes de presos buscam informações com promotor Fábio Xavier de Moraes

Warley Leite/ Meon

Um legista estará no CDP, nesta terça (11), para realizar um exame de corpo de delito que pode confirmar a agressão sofrida pelos detentos. Todos os que relataram agressão vão ser avaliados. Caso seja comprovado que houve força excessiva, a promotoria irá instaurar inquérito para apurar a conduta dos agentes.

“De qualquer forma o procedimento adotado pelo GIR será apurado. Ainda não se sabe se por meio de um inquérito ou de uma investigação administrativa”, afirma o promotor.

Os resultados dos exames ainda não têm prazo definido para sair. Entretanto, a expectativa é de que a promotoria saiba o motivo dos ferimentos dentro de 30 dias.

Celas
As denúncias de que os presos estariam sem luz, água e até mesmo as próprias vestimentas foram descartadas pelo promotor. Em sua avaliação, as celas estariam em condições aceitáveis de higiene.

Questionado pelo grupo de familiares de detentos que estava do lado de fora, ele negou que o pavilhão teria sido “maquiado” especialmente para a sua visita. “Lembro que essa foi uma visita sem aviso prévio justamente para que não acontecesse isso”, ressalta.

As visitas aos detentos do Pavilhão 1 foram suspensas por cerca de 30 dias pela administração do centro de detenção provisória.

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