
A Corte de Apelação de Roma, na Itália, realizou nesta terça-feira (27) uma nova audiência sobre o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A sessão estava prevista para quinta-feira (29), mas foi antecipada. Até a última atualização, não havia decisão.
O que está em jogo
O governo brasileiro pede que Zambelli cumpra no país a pena de 5 anos e 3 meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. A condenação se refere ao episódio de 29 de outubro de 2022, véspera do segundo turno das eleições, quando ela perseguiu o jornalista Luan Araújo com uma arma em punho pelas ruas dos Jardins, em São Paulo.
Zambelli também foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesse caso, a Justiça italiana rejeitou a extradição, mas a decisão não vale automaticamente para o processo da perseguição armada.
Caso foi reaberto
A ex-deputada deixou o Brasil em maio de 2025 e, depois de passar pelos Estados Unidos, foi para a Itália, país do qual também tem cidadania. Em julho, a Corte de Cassação italiana anulou uma decisão anterior que autorizava a extradição e pediu mais informações sobre a saúde de Zambelli e sobre o atendimento médico que ela receberia em uma prisão brasileira, como a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia. As autoridades brasileiras enviaram os esclarecimentos, e o caso voltou a ser analisado.
A Cassação não aceitou o argumento da defesa de que haveria perseguição política.
O que diz a defesa
Os advogados citam problemas de saúde, como fibromialgia e episódios de desmaio, e afirmam que o sistema prisional brasileiro poderia colocar em risco a integridade física da ex-deputada. O advogado Eduardo Maurício disse estar confiante em uma decisão contrária à extradição. Zambelli segue em liberdade na Itália.
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