Líderes do MBL promovem debates em três cidades da RMVale
Kim Kataguiri e Holiday conversaram com apoiadores do movimento


Membros do MBL durante debate em São José dos Campos
Meon
Os líderes do MBL (Movimento Brasil Livre) Kim Kataguiri, Fernando Holiday e Arthur do Val vieram para a RMVale neste fim de semana promover debates e conversar com apoiadores do movimento.
Neste sábado (21), Kim e o vereador de São Paulo Holiday (DEM) estiveram em São José dos Campos e Taubaté. No domingo (22) é a vez de Jacareí receber os representantes do MBL, às 15h, na Praça dos Três Poderes, 74, no Centro da cidade.
Em São José dos Campos eles comentaram sobre seus ideais, sobre o futuro do movimento e a importância dessa proximidade cada vez maior com seus apoiadores. “É importante somar cada vez mais pessoas nesse movimento para fazermos a diferença no país”, disse o vereador Holiday.
Na sequência o youtuber Arthur do Val comentou sobre a importância do povo questionar as coisas que acham errado. “É preciso questionar tudo que achamos errado. Está na cara que ninguém é feliz com o FGTS, por exemplo. Esse papo que temos com vocês aqui ou na internet é necessário para que o povo se movimente”, informou.
“Nosso ideal, diferente do discurso de esquerda, é discutir economia primeiro. Fazer o Brasil voltar a ser alguém economicamente, para depois discutir descriminalização de maconha, casamento gay ou liberação do aborto. O pessoal está cansado de pagar o iPhone mais caro do mundo, por conta de impostos absurdos. Vamos correr atrás disso e falar sobre maconha depois”, finalizou do Val.
Ao serem questionados da importância de Eduardo Cunha para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, feito que teve grande participação do MBL, Holiday foi direto em dizer que o ex-presidente da Câmara dos Deputados jamais teria conseguido sozinho.
“O Cunha apenas concretizou o impeachment. Os movimentos na internet, sendo o MBL um deles, que impulsionaram todo o acontecimento. Somente o Cunha, com sua aversão ao governo de Dilma, o impeachment não aconteceria”, expôs Holiday. “Nosso trabalho foi empurrar a oposição ladeira acima”, completou Kim.
Um dos pontos que Kim Kataguiri fez questão de explicar para o público, foi o porquê do MBL não ter virado um partido político para participar das eleições 2016. “O MBL não virou um partido político por alguns motivos. O primeiro deles é que as pessoas têm a ideia errada de que nenhum partido político presta, por conta de grande parte deles serem corrompidos”, disse.
“Outra questão é que geralmente quando se está filiado a um partido, se vota mais no partido do que no candidato em si, o que não é nosso objetivo. E, por último, é muito mais interessante para nós termos diversos membros do MBL em partidos diferentes sendo eleitos, do que apenas um ou outro caso fossemos um partido”, finaliza Kim.
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