Luiz Gustavo, o ‘poker face’ no meio-campo da Seleção Brasileira
Não fosse jogador de futebol, o representante da RMVale na seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 2014, o meio-campo Luiz Gustavo, poderia ser bem sucedido também nas mesas de Poker. Escondido embaixo do boné, o jogador do Wolfsburg da Alemanha e ex-morador de Pindamonhangaba não é de dar muitas pistas sobre suas emoções.


O meio-campo da Seleção Brasileira e seu singular ‘bigode da sorte’
Flávio Pereira/ Meon
Não fosse jogador de futebol, o representante da RMVale na seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 2014, o meio-campo Luiz Gustavo, poderia ser bem sucedido também nas mesas de Poker. Escondido embaixo do boné, o jogador do Wolfsburg da Alemanha, natural de Pindamonhangaba, não é de dar muitas pistas sobre suas emoções.
Enquanto companheiros de seleção se apegam ao marketing e a imagem pessoal como atalho para autopromoção, um discreto “bigode da sorte” -como faz questão de frisar quando questionado- é a única marca que lhe garante singularidade perante os outros boleiros.
“Não é muito de se abrir. Daqueles que guardam as emoções para si e nem mesmo a família consegue desvendar seus sentimentos. Sempre foi assim, uma pessoa centrada e que não se desvia dos seus objetivos”, adianta Jardel Dias, 30 anos e único irmão de Luiz Gustavo.
Se nas entrevistas o volante da seleção brasileira não é muito de se abrir ou soltar frases de impacto deve ser porque o seu currículo já fala por si só. Luiz Gustavo foi campeão de tudo o que disputou: Campeonato Alemão, Liga Alemã, Liga dos Campeões –anulando o “extraterrestre” Lionel Messi em uma histórica semi-final contra o Barcelona- e recentemente a Copa das Confederações no místico e abarrotado Maracanã.
De volta a sua terra natal para acompanhar as finais do torneio que leva o seu apelido de infância, Copa Guga, o craque arrastou uma multidão disposta a encarar apertos e empurrões para sair dali com a foto ou um autógrafo do filho pródigo. Desde o também volante Zito -roseirense que iniciou a carreira no Taubaté Esporte Clube- bicampeão em 1958 e 1962 a região não é representada em uma Copa do Mundo. Um hiato de 52 anos que incomoda Luiz Gustavo.
“Me identifico muito com essa terra e fico lisonjeado de levar essa pressão positiva de representar não só a cidade de Pinda, mas o povo do Vale do Paraíba. Espero que não demore mais tanto tempo para que surja outro Zito ou outro Luiz Gustavo em uma Copa de novo”, afirma durante coletiva realizada no poliesportivo que leva justamente o nome do bicampeão mundial de Roseira.
Com a frieza que lhe é peculiar, o volante transmite plena certeza de que faz parte de um grupo coeso, cuja vontade de vencer uma Copa no país de origem pode ser o combustível para uma arrancada rumo ao histórico hexacampeonato.
“A vontade é tanta que tenho medo que ela acabe nos atrapalhando. Se todo mundo for muito afoito querendo resolver o jogo sozinho poderemos tropeçar na própria vontade. Mas é um grupo calejado, onde cada um sabe o que tem que fazer em campo e todos têm o mesmo objetivo de ser campeão”, diz.
Membro de um extenso grupo de jogadores que compõem esta seleção sem fazer sucesso em clubes do país de origem, o meio-campista justifica o frenesi de seus conterrâneos em querer vê-lo pelas bandas de Pindamonhangaba. Afinal, a volta para casa não deve acontecer assim tão cedo.
“Meus planos são continuar por um bom tempo na Europa, onde estou adaptado e muito feliz. Não descarto um retorno, pois o futebol é imprevisível, mas não deverá ser tão cedo”, avisa.














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