Mãe de garoto internado com meningite em São José fala com exclusividade ao Meon: “falaram que era uma virose”
Ela deixou claro na conversa sua insatisfação com o primeiro atendimento dado ao seu filho quando os sinais da doença começaram a aparecer

A mãe do garoto Miguel Evaristo Guedes da Silva, internado com meningite na UTI no Hospital Municipal de São José dos Campos, concedeu com exclusividade uma entrevista ao Portal Meon. Ela deixou claro na conversa sua insatisfação com o primeiro atendimento dado ao seu filho quando os sinais da doença começaram a aparecer.
“Levei meu filho vomitando, com febre alta, de 39, para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Campo dos Alemães, e a médica que me atendeu falou que ele estava com virose. Aplicou uma injeção, deu um remédio e me pediu para retornar para casa”, afirmou.
A mãe então relatou que o garoto voltou para casa, dormiu e amanheceu novamente sentindo dores, o que a fez retornar à Santa Casa. Segundo ela, o médico responsável por atende-la solicitou um exame de sangue, urina e logo depois “trocou de turno”. Em seguida, o diagnóstico veio semelhante: virose
“O médico pediu os exames e trocou de turno. A médica que pegou ele voltou a afirmar que era uma virose, a exemplo do que haviam nos dito na noite anterior. Fizemos exame de covid, h1n1, mas não deu nada. Ele tomou soro e ficou aguardando”, disse a mãe
Em seguida, a mãe disse que foi orientada a levar seu filho para o Hospital Municipal de São José dos Campos. Para isso, uma ambulância iria busca-la com seu filho e encaminha-lo para o local. Foi então que, após o garoto voltar a reclamar de fortes dores, ela decidiu “contrariar” o conselho e leva-lo ao centro hospitalar às pressas e de carro.
Finalmente, após chegar ao hospital, o diagnóstico certeiro veio: Miguel estava com meningite. Minutos depois, algumas manchas surgiram no corpo do garoto e o exame comprovou a infecção. Segundo a mãe, seu filho havia sido “um guerreiro” por suportar as dores e que ouviu de um médico que o tempo de levar a criança ao hospital fez a diferença.
“Meu filho estava em uma situação horrível quando chegamos. Ele foi um guerreiro. Ao chegarmos, o médico nos disse que o tempo foi essencial para ele estar na condição que está: vivo”, relatou a mãe.
Miguel ainda sofreu uma parada cardiorrespiratória nas últimas 48h e teve o rim comprometido, necessitando de hemodiálise para limpeza e filtragem do sangue. O estado de saúde do garoto é grave, mas estável.
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