Mãe e filha de 13 anos são investigadas por agressão em Taubaté
Adolescente e mãe agredida estão com diversos hematomas e cortes

Mãe e filha, de 36 e 13 anos, são investigadas por agressão contra uma adolescente e a mãe dela na saída da escola, durante a tarde de segunda-feira (22), no Esplanada Santa Terezinha, em Taubaté. As vítimas apresentam diversos hematomas pelo corpo e pequenos cortes feitos pelas unhas das agressoras.
As duas vítimas, por volta das 16h estavam retornando para casa após a mãe ter sido chamada à diretoria da Escola Municipal Maria Aparecida Pereira Peixoto – SEDES. No trecho da avenida Renato Ortiz, três adolescentes chegaram correndo e gritando e uma delas começou a bater na jovem, de 14 anos, que estava acompanhada da mãe e do irmão mais novo.
Enquanto uma agredia, as outras duas meninas incentivavam com gritos e filmavam a agressão com celulares. As imagens caíram na rede e já tiveram mais de 26 mil compartilhamentos, a maioria de revolta com o caso. Confira parte do vídeo abaixo.
O relato das vítimas e as gravações mostram que a mãe e algumas pessoas que passavam pelo local tentaram conter a confusão. Porém, a mãe da agressora chega logo em seguida e começa a bater na mãe da adolescente que está sendo agredida.
No depoimento para a Polícia Civil, as vítimas afirmam que quem tentava ajudar também acabava sendo agredido e que uma das meninas que filmavam gritava “ninguém vai defender, não!”.
O boletim de ocorrência foi registrado no 2º DP pela delegada Fernanda Rangel, na mesma tarde, quando a equipe da Polícia Militar, que atendeu as vítimas, informou sobre a ocorrência.
Mãe e filha agredidas foram encaminhadas para o pronto-socorro, receberam atendimento médico e se apresentaram na delegacia somente nesta quarta-feira (24).
As agressoras identificadas também foram ouvidas na quarta-feira e liberadas. “Segundo a adolescente agressora, a vítima teria postado em um grupo de WhatsApp que iria agredi-la e, quando soube, ela decidiu agredir antes”, conta a delegada Fernanda Rangel.
No momento do depoimento, a delegada pediu a apresentação da prova dessa suposta ameaça, porém a adolescente informou que não teria mais a mensagem e que não conhecia ninguém que possuísse essa informação. “Como somente ela alegou essa suposta ameaça, vamos tentar identificar a prova, mas sem algo real, não é possível utilizar a informação”, diz Fernanda.
A mãe, que também participou das agressões, afirmou em depoimento que somente reagiu pois, no momento, a mãe da vítima teria batido nela.
As duas suspeitas possuem passagem na Polícia por tráfico de drogas e vão responder por crime de lesão corporal. A adolescente, por ter 17 anos, vai responder somente como um ato infracional.
Nesta quinta-feira (25), as vítimas foram atendidas no IML (Instituto Médico Legal) para realizaram os exames de corpo delito e posteriormente o laudo deve ser encaminhado para o 2º DP.
A delegada que investiga o caso ainda está procurando identificar as outras duas meninas envolvidas na agressão, para prestaram depoimento sobre a ocorrência. As demais testemunhas que aparecem na gravação não foram identificadas nem pelas vítimas, nem pelas agressoras.
“A adolescente que gravou o vídeo também será ouvida. Caso ela estivesse junto da agressora e com intenção de incentivar e divulgar o crime, ela também pode responder por ato infracional”, explica Fernanda.
Secretaria de Educação
A Prefeitura de Taubaté informou por meio de nota oficial que as famílias estão sendo acompanhadas pela equipe da Secretaria de Educação. A pasta também advertiu as alunas e sugeriu a transferência delas. “As alunas receberão atendimento especializado pelo NAPE (Núcleo de Apoio Pedagógico), composto por uma equipe multidisciplinar de assistente social, psicopedagogas e psicólogas”, explica a nota. Segunda a prefeitura, a Secretaria de Segurança Municipal e a Polícia Militar foram acionadas e intensificaram as rondas na escola.
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