Mais de 100 funcionários da Vidroline estão em greve em Taubaté

Há exatos 51 dias, todos os funcionários da Vidroline, empresa que fabrica vidros temperados em Taubaté, estão greve. São exatamente 109 colaboradores que estão sem receber o vencimento de janeiro, 13º salário, o FGTS desde abril de 2013, e a segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e VA (Vale Alimentação) desde dezembro.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Todos os funcionários da Vidroline de Taubaté estão em greve (Divulgação/STV)

Todos os funcionários da Vidroline de Taubaté estão em greve

Divulgação/Sindicato dos Vidreiros

Há exatos 51 dias, todos os funcionários da Vidroline, empresa que fabrica vidros temperados em Taubaté, estão em greve. São exatamente 109 colaboradores, que alegam não receber os salários de janeiro, o 13º salário, o FGTS desde abril de 2013, a segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e o VA (Vale Alimentação) desde dezembro.

Na última quinta-feira (6), durante uma audiência no TRT (Tribunal Regional de Trabalho) em Campinas (SP), a Vidroline entrou com uma proposta para o parcelamento dos valores atrasados. Os funcionários também teriam que voltar de imediato ao trabalho e começariam a receber os salários a partir de abril. A proposta não foi aceita pelo sindicato.

A Justiça determinou que a empresa teria 72h para acertar os pagamentos e caso contrário pagaria multa de R$ 10 mil por dia, além de outra multa para o sindicato no mesmo valor. Outra determinação do Judiciário era que pelo menos 50% do setor de RH (Recursos Humanos) fosse trabalhar de imediato.

Segundo o diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros, Francisco Corrêa, a empresa não cumpriu o que foi determinado e não permitiu que metade do quadro de Departamento Pessoal entrasse na empresa. Ele ainda afirma que os funcionários querem é o pagamento imediato das pendências. “Fizemos tudo o que foi determinado, tentamos entrar com os 50% do departamento pessoal, mas fomos impedidos. Até fizemos um boletim de ocorrência sobre o fato. Na semana passada, uma reunião estava agendada a fim de chegar a um acordo, mas os advogados contratados pela empresa para cuidar do caso desmarcaram”, afirma.

O Meon procurou por diversas vezes a Vidroline, mas nenhum responsável pela empresa foi encontrado para comentar o assunto. Um novo julgamento no TRT deve ser marcado nesta semana para tentar resolver o caso.

Legislativo
Na última quinta-feira (6), os vereadores da cidade apoiaram a greve e lembraram que o sistema de incentivo fiscal no município precisa ser alterado. Em 2013, uma área de 17.307 m² foi doada para a Vidroline, que ficou totalmente isenta do IPTU (Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana) e teve isenção parcial do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) por 15 anos, desde que mantivesse as atividades por no mínimo dez anos na cidade.

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