Manaus: legado histórico e atrações fluviais na capital da selva

No coração da Amazônia pulsa uma cidade caótica, de trânsito intenso, com sabores únicos e uma bela e preservada arquitetura, herança do Ciclo da Borracha. Ao seu redor, a floresta – e um sem-fim de passeios para explorar esse ecossistema tão peculiar. A escolha de Manaus como uma das cidades-sede da Copa do Mundo foi muito controversa, mas uma coisa ninguém discute: sua vocação turística.

Escrito por: Adriana Moreira4 min de leitura
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O Teatro Amazonas (foto) é um dos principais pontos turísticos de Manaus

Divulgação/CreativeCommons/Pedro Angelini

No coração da Amazônia pulsa uma cidade caótica, de trânsito intenso, com sabores únicos e uma bela e preservada arquitetura, herança do Ciclo da Borracha. Ao seu redor, a floresta – e um sem-fim de passeios para explorar esse ecossistema tão peculiar. A escolha de Manaus como uma das cidades-sede da Copa do Mundo foi muito controversa, mas uma coisa ninguém discute: sua vocação turística.

Uma pena a cidade não usufruir do tão falado “legado” da Copa: o monotrilho prometido não saiu do papel e o aeroporto, com sorte, deve ficar pronto às vésperas do Mundial. As atrações históricas, contudo, não farão feio: o Mercado Adolpho Lisboa foi renovado recentemente e o Teatro Amazonas sempre arranca suspiros.

Quanto à hospedagem, Manaus vai além dos meios tradicionais. Hotéis de selva e barcos-hotéis são alternativas charmosas. O Iberostar Grand Amazon, por exemplo, vai funcionar como hotel-flutuante de 16 a 22 de junho. O sistema continuará all-inclusive, mas os passeios serão pagos à parte. Ainda há vagas e as diárias custam desde R$ 520 (mínimo duas noites).

Vale lembrar ainda que o tradicional Festival de Parintins ocorre logo depois do fim da primeira fase, entre os dias 27 e 29 de junho. Uma ótima razão para esticar um pouquinho mais a viagem (Parintins está a uma hora de voo de Manaus).

Dia 1 – Riquezas do passado 
O Largo de São Sebastião reúne os principais tesouros arquitetônicos da capital amazonense. A começar pelo Teatro Amazonas (92-3232- 1768), que remete ao auge do Ciclo da Borracha – visitas guiadas a R$ 10, de segunda a sábado. Ao lado está o Centro Cultural Palácio da Justiça, de 1900, onde há exposições temporárias e permanentes. O Palácio Rio Negro fica a poucas quadras, assim como o Palacete Provincial, edifício de 1875, que abriga cinco museus.

Na Praça São Sebastião, prove o tacacá da Gisela, o mais famoso da cidade. Feito de tucupi e jambu (que adormece a língua), com camarões secos, o caldo faz parte das obrigações turísticas na cidade. Ame-o ou deixe-o. Caminhe pela orla do Rio Negro e confira o vaivém dos barcos e as feiras com produtos de vários pontos da Amazônia. Não perca ainda o remodelado Mercado Adolpho Lisboa. Na hora da fome, os restaurantes de Vieiralves têm menu refinado – no Banzeiro (restaurantebanzeiro.com.br), pratos para dois custam em média R$ 80. À noite, o Bar do Armando (Rua 10 de Julho, 593, no centro) é um ícone.

Dia 2 – No balanço do rio 
Sim, é um clássico. O encontro do Rio Negro com o barrento Solimões ocorre a 10 quilômetros de Manaus – um bate-volta simples e indispensável. As águas correm lado a lado, sem se misturar, ao longo de uma distância que varia entre 6 e 18 quilômetros, conforme a época. Coloque a mão na água para sentir a diferença de temperatura entre os dois rios.

Diversos operadores fazem o passeio, como a Amazon Explorers (amazonexplorers.tur.br) e a Fontur (www.fontur.com.br), com preços em torno de R$ 140. O tour inclui outras atrações (igarapés, comunidades ribeirinhas) e vai ocupar seu dia inteiro Depois, siga para a Praia de Ponta Negra, cheia de quiosques animados à beira-rio.

Dia 3 – Cachoeira amazônica 
Para não sair de Manaus sem sentir a selva, a pedida é o Bosque da Ciência (bosque.inpa.gov.br), onde se observa a natureza ao caminhar numa passarela suspensa. É também sobre uma passarela que se dá a visita às onças do Zoológico do CIGS (92-2125-6402).

Com mais dias disponíveis, invista nas cachoeiras de Presidente Figueiredo, a 133 quilômetros da capital – é possível ir de ônibus ou com operadoras locais. Ali estão a Caverna Maroaga e a Gruta da Judeia, visitas que só podem ser feitas com guia. Há ainda passeios de barco de um dia para Anavilhanas, a 195 quilômetros de Manaus. Vale consultar os barqueiros da Associação de Turismo de Novo Airão sobre as opções.

PROGRAMAÇÃO NA ARENA DA AMAZÔNIA
14/6, às 19 horas
INGLATERRA X ITÁLIA

22/6, às 19 horas
PORTUGAL X ESTADOS UNIDOS

18/6, às 19 horas
CROÁCIA X CAMARÕES

25/6, às 17 horas
SUÍÇA X HONDURAS

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