Martim de Sá, em Caraguatatuba, deve ganhar 14 miniquiosques para organizar comércio na faixa de areia
Projeto prevê 14 miniquiosques de madeira e novas regras para ambulantes na Martim de Sá, com objetivo de ampliar o espaço livre para banhistas

A Prefeitura de Caraguatatuba prepara mudanças na organização da faixa de areia da Praia Martim de Sá, uma das mais movimentadas do município. A proposta prevê a instalação de 14 miniquiosques de madeira e a criação de regras para a atuação dos ambulantes.
O projeto tem como objetivo reorganizar o espaço utilizado pelos trabalhadores e ampliar a área disponível para os banhistas, principalmente durante a alta temporada. O modelo já foi implantado na Praia da Cocanha, na região norte da cidade, e agora deve ser adaptado para a Martim de Sá, que possui uma faixa de areia mais estreita.
Cada miniquiosque terá 2,5 metros de largura por 2,5 metros de comprimento e deverá ficar a 40 metros de distância dos demais. Os espaços serão destinados principalmente a ambulantes que comercializam artigos de praia, como roupas e brinquedos.
Quem terá prioridade
A proposta estabelece critérios de prioridade para a ocupação dos miniquiosques. Entre os grupos previstos estão pessoas com deficiência, idosos que não conseguem mais trabalhar de forma itinerante, responsáveis por filhos com transtorno do espectro autista que necessitam de maior suporte e ambulantes que atuam na Martim de Sá há mais de 20 anos.
A construção das estruturas ficará sob responsabilidade financeira dos próprios ambulantes autorizados a utilizá-las.
Ambulantes não poderão circular entre os banhistas
Uma das principais mudanças previstas é a proibição de circulação dos ambulantes pela faixa de areia para oferecer produtos aos clientes. Os trabalhadores deverão permanecer nos pontos determinados para a venda.
A medida preocupa parte dos ambulantes, que temem queda no movimento e nas vendas, já que atualmente muitos circulam entre os guarda-sóis para apresentar os produtos aos turistas e moradores.
Segundo a Prefeitura, a intenção é reduzir a disputa por espaço entre os trabalhadores e garantir uma faixa de areia mais organizada e livre para os banhistas.
A administração municipal ainda trabalha nos detalhes da implantação do projeto na Martim de Sá, incluindo a distribuição dos espaços e os critérios definitivos para os ambulantes.
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