Mato alto no Rio Paraíba chama atenção de moradores em Guará
Falta de manutenção às margens faz vegetação crescer mais rápido


Entorno de pilastras da ponte Euryclides Zerbini estão tomados pela vegetação e lixos
Foto: Juliana Aguilera
A falta de chuva tem feito o nível da água do Rio Paraíba diminuir, e com isso a grama na margem cresce ainda mais rápido, chamando a atenção dos moradores de Guaratinguetá. Alguns dos pilares da Ponte Professor Euryclides de Jesus Zerbini estão tomados pela vegetação que cresceu além da margem.
Entre os lixos estão o acúmulo de resíduos como plásticos e garrafas de vidro. Adriana Graglia tem loja na região há 14 anos e diz que a situação sempre existiu. “Tem problemas com a estrutura da ponte, e também com criação de capivaras, que até tem filhotes juntos com a mãe, que causam doenças”, afirmou a lojista, que se diz preocupada também com a procriação de pulgas e carrapatos nos matos.
Além do problema ambiental, vizinhos também questionam a segurança do local à noite. José Henrique Cardoso trabalha perto da ponte e comenta a insegurança no local de quem frequenta o local. “Às vezes a noite é até perigoso. O pessoal tem costume de caminhar aqui na avenida, vir por aqui com a família”. Cardoso também disse que é comum a demora da Prefeitura para limpar as ilhotas que se acumulam nas pilastras da ponte.
Outro lado – Em resposta à situação, o secretário de Meio Ambiente, Getúlio Martins, afirmou que para fazer a limpeza do local é necessário abrir uma licitação com empresas especializadas. “O pedido já foi feito, mas os procedimentos demoram porque é necessário além da balsa para chegar ao meio do rio, um tipo de retroescavadeira para recolher o lixo da região. Além disso, os resíduos não podem cair na água, senão há riscos de atrapalharem outras partes mais para frente do rio”.
O lixo deve ser removido até a margem para que seque, e só depois é enviado para um aterro.
O secretário ressaltou que a falta de chuva e o calor são propícios para que o mato cresça mais rápido, e que os moradores da região costumam jogar muito lixo no Rio Paraíba, agravando ainda mais a situação.
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