Mato alto no Rio Paraíba chama atenção de moradores em Guará

Falta de manutenção às margens faz vegetação crescer mais rápido

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Entorno de pilastras da ponte Euryclides Zerbini estão tomados pela vegetação e lixos

Foto: Juliana Aguilera

A falta de chuva tem feito o nível da água do Rio Paraíba diminuir, e com isso a grama na margem cresce ainda mais rápido, chamando a atenção dos moradores de Guaratinguetá. Alguns dos pilares da Ponte Professor Euryclides de Jesus Zerbini estão tomados pela vegetação que cresceu além da margem.

Entre os lixos estão o acúmulo de resíduos como plásticos e garrafas de vidro. Adriana Graglia tem loja na região há 14 anos e diz que a situação sempre existiu. “Tem problemas com a estrutura da ponte, e também com criação de capivaras, que até tem filhotes juntos com a mãe, que causam doenças”, afirmou a lojista, que se diz preocupada também com a procriação de pulgas e carrapatos nos matos.

Além do problema ambiental, vizinhos também questionam a segurança do local à noite. José Henrique Cardoso trabalha perto da ponte e comenta a insegurança no local de quem frequenta o local. “Às vezes a noite é até perigoso. O pessoal tem costume de caminhar aqui na avenida, vir por aqui com a família”. Cardoso também disse que é comum a demora da Prefeitura para limpar as ilhotas que se acumulam nas pilastras da ponte.

Outro lado – Em resposta à situação, o secretário de Meio Ambiente, Getúlio Martins, afirmou que para fazer a limpeza do local é necessário abrir uma licitação com empresas especializadas. “O pedido já foi feito, mas os procedimentos demoram porque é necessário além da balsa para chegar ao meio do rio, um tipo de retroescavadeira para recolher o lixo da região. Além disso, os resíduos não podem cair na água, senão há riscos de atrapalharem outras partes mais para frente do rio”.

O lixo deve ser removido até a margem para que seque, e só depois é enviado para um aterro.

O secretário ressaltou que a falta de chuva e o calor são propícios para que o mato cresça mais rápido, e que os moradores da região costumam jogar muito lixo no Rio Paraíba, agravando ainda mais a situação. 

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