Maxion de Cruzeiro vai aderir ao Programa de Proteção ao Emprego

De acordo com sindicato, medida garante estabilidade até abril de 2017

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Trabalhadores aprovaram adesão ao PPE

Arquivo/Meon

Os 3,7 mil trabalhadores da Maxion, em Cruzeiro, aprovaram a adesão ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego). Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Cruzeiro, a medida vai garantir a estabilidade de emprego até abril de 2017.

A empresa, fabricante de rodas e chassis automotivos, vai protocolar o pedido nesta terça-feira (20). Na proposta, os funcionários terão redução de 20% na jornada de trabalho e nos salários. De acordo com o sindicato, 10% da redução será arcada pelo governo federal.

A proposta também evita que 700 trabalhadores sejam demitidos; número excedente segundo a empresa. “Já vínhamos em negociação há dois meses com a empresa, apresentando diversas propostas. Tínhamos com a empresa um acordo que seguia até 31 de dezembro e propomos a adesão do PPE para o próximo ano”, diz o presidente do sindicato, Jumar Batista da Silva.

Além da adesão do PPE, o sindicato propôs reajuste de 10% no salário dos trabalhadores e abono. “Do valor do reajuste, 5% será concedido em 1º de janeiro de 2016. Os outros 5% serão discutidos posteriormente. O trabalhador também receberá 15% de abono salarial sobre os rendimentos, sendo pago em dezembro deste ano”, explica Silva.

“Com a adesão, vamos conseguir manter o quadro de funcionários, sem demissões até abril de 2017, conforme compromisso firmado com a Maxion”, acrescenta Silva.

O Programa de Proteção ao Emprego será implementado por seis meses, podendo ser prorrogado por mais seis meses. Procurada, a Maxion não se manifestou até o fechamento da matéria.

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