MEI terá perdão de dívidas e novo limite de faturamento; veja o que muda
Lei sancionada pelo governo federal prevê anistia de débitos tributários, aumento do teto para até R$ 140 mil por ano e contratação de dois funcionários

Microempreendedores individuais (MEIs) terão mudanças nas regras de faturamento, contratação de funcionários e regularização de dívidas com a União. As medidas fazem parte do pacote Prospera MEI, transformado em lei em 21 de outubro de 2026.
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A legislação prevê o perdão de débitos tributários federais que atendam aos critérios estabelecidos, além de ampliar gradualmente o limite de receita anual da categoria. A expectativa do governo federal é que o conjunto de medidas alcance milhões de empreendedores brasileiros.
Como funciona o perdão das dívidas do MEI?
A lei prevê a remissão integral de débitos tributários federais de responsabilidade dos MEIs constituídos até 13 de outubro de 2026, inscritos ou não na Dívida Ativa da União.
O benefício abrange contribuições previdenciárias em atraso, multas, juros e encargos relacionados à cobrança, inclusive débitos parcelados ou em discussão judicial, conforme as condições legais.
A medida entra em vigor em 1º de janeiro de 2027. Para manter o benefício, o microempreendedor deverá pagar em dia as guias mensais do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) durante os seis meses seguintes à entrada em vigor da lei.
O perdão não prevê a devolução de valores que já tenham sido pagos. Quem possui ação judicial para contestar os débitos deverá observar as exigências legais para obter a baixa definitiva da dívida.
Novo teto de faturamento do MEI
Outra mudança importante é o aumento do limite de faturamento anual, que atualmente é de R$ 81 mil. O novo teto será implementado em duas etapas:
- 2027: limite anual de R$ 110 mil.
- 2028: limite anual de R$ 140 mil.
A ampliação permitirá que os microempreendedores aumentem a receita sem precisar deixar tão cedo o regime simplificado por ultrapassar o teto. O enquadramento continuará sujeito às demais regras aplicáveis à categoria.
MEI poderá contratar dois funcionários
A legislação também amplia de um para até dois o número de empregados que o MEI pode contratar, observadas as condições previstas na norma.
Os trabalhadores deverão receber, no mínimo, um salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional, conforme aplicável.
A mudança busca ampliar a capacidade de atendimento e operação dos pequenos negócios, permitindo que empreendedores formalizados aumentem suas equipes.
O que mais muda com o Prospera MEI?
O pacote também inclui medidas para ampliar a participação dos pequenos negócios nas compras públicas, facilitar o acesso a oportunidades de fornecimento para órgãos governamentais e simplificar obrigações administrativas.
Outra iniciativa prevê apoio financeiro de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios, por meio do PixMEI, conforme as regras do programa.
O governo também anunciou uma frente de renegociação de dívidas bancárias vinculada ao Desenrola 3.0. Essa iniciativa é diferente do perdão tributário: os débitos bancários dependem das condições específicas da operação de renegociação.
Além disso, um decreto prevê a dispensa da emissão de nota fiscal por MEIs nas vendas de produtos e na prestação de serviços a pessoas físicas, conforme as condições estabelecidas na regulamentação. A dispensa não significa que o empreendedor esteja livre de emitir documentos fiscais em todas as operações.
Quando as mudanças começam a valer?
Embora a lei tenha sido sancionada em outubro de 2026, a maior parte das mudanças está prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027. O novo limite de faturamento de R$ 140 mil será aplicado a partir de 2028.
Os microempreendedores devem acompanhar as orientações oficiais para verificar os critérios de enquadramento, as condições para o perdão de dívidas e os procedimentos relacionados às demais medidas.
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