Bulas Semanais: A coluna de Felipe Cury
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O PENSAMENTO
“Perguntaram à flor de onde vinha. De uma semente que não se acovardou” – Madalena Freitas
O FATO
Alguns anos depois que Casemiro Montenegro criou o ITA e desenvolveu completamente o CTA, começou a surgir uma nova São José com inclinação voltada para a Meca do desenvolvimento tecnológico. Os brasileiros de toda parte procuravam os vestibulares daquele INSTITUTO que se tornou o mais famoso do País. Os iteanos, que por modéstia, não queriam parecer os “semi-deuses”, teriam um futuro altamente promissor.
As moças de São José eram apelidadas pelos jovens da Praça da Preguiça, de “Marias Cebolas, por inveja, despeito ou ciúme por serem preteridos. No CTA foi construído um prédio suntuoso de plenas atividades que ficou hollywoodianamente conhecido por H-13. Era “point master” de uma sociedade jovem que surgia e palco dos mais feéricos bailes da região, animados pelas grandes orquestras do País: Osmar Milani, Biriba Boys, Tabajara – de Severino Araújo, Cid César e muitas outras encantadoras.
Fábio Tau, Nélson Melo e eu não perdíamos nenhuma. Os filhinhos de Papai com vistosas e Coloridas LAMBRETAS, outros com modernos fusquinhas. Nós de Rural Willys (do pai do Fábio). Os rapazes se esnobavam na indumentária e as moças divinamente elegantes.
Os casais já casados aprimoravam o amor. Bebidas: Cuba-Libre, Hai-fai, Rabo de Galo, e a eterna cerveja. A turma do Banco do Jardim era a fina flor da sociedade jovem de São José liderada pelo irrequieto Aquiles (travesso, moleque e inteligentíssimo). Vez por outra, era burlada por penetras, que dela queriam fazer parte. Havia uns que furtivamente queriam se enturmar e seguiam o grupo por toda parte. Havia um, muito bom caráter e simplório – se mal me lembro, o nome dele era Ângelo, uma extensão de Anjo. Padecia de calos na sola dos pés, mas, com todo sacrifício, adorava dançar. Quando alguma menina lhe concedia uma dança, fazia por querer passar por Iteano. Uma delas, desconfiada, perguntou: Mas você estuda no ITA?! Ele se empertigou, estufou o peito, fez ar de inteligência e respondeu: “Sim!, Lógico”. Mas ela desconfiada perguntou: – ”E no ITA, qual a matéria que você mais gosta? Ele, com toda imponência, respondeu: “- APOSTILA”.
COLUNISTA
Felipe Antônio Cury, mineiro de Três Corações, reside há mais de 60 anos em São José dos Campos.
Formado em Ciências Jurídicas e Administrativas, pela Fundação Joseense de Ensino, foi Professor de Língua Portuguesa e Comunicação, na Escola Técnica “Olavo Bilac”.
Foi presidente da ACI – Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos, por 8 anos, além de ocupar outros importantes cargos em diversas instituições do município.
