7 dicas para sair do efeito sanfona
O que fazer quando as coisas saírem do controle?


O sonho de todo mundo que quer emagrecer é perder a gordura e permanecer no peso ideal pra sempre. Muitas pessoas conseguem, mas não todo mundo. Seja porque estão numa dieta de fome, porque não se identificaram com a alimentação proposta ou porque não encontraram motivação o suficiente pra permanecer no foco.
Independente do motivo, a questão é: todo mundo está suscetível a ser sugado pelo efeito sanfona.
1. Respira, inspira, não pira
Descabelar nessas horas não colabora em nada, só pra aumentar nossos níveis de cortisol e toda a caca que, em excesso, ele provoca no nosso corpo. Sim, a gente fica triste. Sim, a gente fica se culpando. Mas o jeito agora é aceitar o fato e tomar as devidas providências – com responsabilidade e sem loucuras, por favor!
Eu também passei pela fase do desespero aqui. Não é confortável em nenhum sentido – física e emocionalmente falando. A frustração bate forte e a gente parece que assina um atestado de derrota, de fracasso. Mas pense que somos pessoas normais, com nossos altos e baixos, com nossas fraquezas, mas também com nossas forças e motivações.
Então, encontre as suas forças e as suas motivações e agarre-se nelas! Não deixe se levar pela maré da bad vibe porque o estrago pode se tornar MUITO maior do que ele é na realidade. É melhor perder 6kg que você recuperou do que desanimar e depois ter que perder 20kg, não acha?
2. Identifique e reveja os seus vacilos
Sejamos sinceras: a gente SEMPRE SABE onde foi que erramos. Depois que passamos pela reeducação alimentar, a gente já aprendeu a reconhecer nossas fraquezas e nossas derrapadas. Então seja honesta consigo mesma e veja onde errou.
Se precisar, anote e faça uma lista do que você andou fazendo de diferente (seja excedendo nas porções ou incluindo alimentos e refeições que antes você não consumia, como glúten e açúcar no meu caso). Quando você visualizar essa lista, o estímulo visual pode reforçar essa sua consciência sobre os seus erros e, acima de tudo, sobre as providências que você vai precisar tomar.
3. Você já conhece o caminho: retome
Quem passou pela reeducação alimentar, já sabe o caminho do sucesso, certo? A memória e os ensinamentos estão aí dentro de você. É só o seu cérebro que tá dando tudo de si pra reestabelecer seus padrões de comportamento/pensamento antigos – aqueles mesmos que você não quer mais na sua vida. Portanto, arregace as mangas e LUTE.
Não é fácil retomar, mas é possível. Seu corpo vai pedir pelos “veneninhos”, mas você tem inteligência e conhecimento o suficiente pra saber que o todos esses sintomas loucos e a obsessão por comidas viciantes (tipo açúcar) nada mais é do que uma “abstinência”. E como todo dependente químico (sim, substâncias como o açúcar – seja ele refinado, são potencialmente viciantes assim como drogas e álcool) a gente precisa se limpar e tocar o barco.
No meu caso, eu passei pela RA e pela LCHF (Low Carb High Fat), que é a conduta alimentar que mais se encaixou na minha vida e no meu perfil. Eu já sei o que fiz pra ter resultados antes. E consequentemente sei o que preciso fazer pra ter resultados agora. Então eu voltei à minha dieta normal, fazendo tudo o que eu já sei que é bom pra minha saúde e estudando ainda mais (pra mim, estudar sobre a minha dieta me ajuda muito a ter ainda mais consciência sobre as minhas escolhas, e quando a gente tem isso, pensamos mais vezes antes de voltar aos hábitos antigos).
4. Seja realista
Básico, porém importantíssimo!
Se você recuperou gordura em 6 meses, não adianta querer perder tudo em 6 dias, ok? Por favor, fuja desse pensamento cascata que só leva a quadros piores de efeito sanfona e frustração. Mantenha os pés no chão e a cabeça erguida!
5. Não se castigue
Seja gentil consigo mesma! Isso é um pedido meu pra você.
Porque o mais comum é nos castigarmos, principalmente emocionalmente. A gente se culpa, se xinga, se coloca rótulos, se julga e se destrói. Se detonamos a nossa autoestima e nosso amor próprio, como teremos confiança e energia pra recuperar o fôlego e voltar com tudo?
Pra mim, é super difícil não me castigar também. Ainda mais eu que sempre fui muito crítica comigo mesma, sempre fui muito focada em resultados (cria de agência de publicidade, já viu) e cobrada por eles. Hoje, a cobrança é interna e essa é a pior forma de cobrança de todas, acredite. Porque ela nos persegue 24h por dia e é impiedosa. Mas é como a nutri Renata diz: “o nosso melhor é sempre o melhor que podemos fazer”.
6. Peça ajuda
Você sabe onde errou, sabe o que precisa fazer, mas ainda assim tá difícil retomar a rotina? Bom, então deixe o orgulho de lado e peça ajuda. Pode ser pro pai, pra mãe, pro filho, pro marido, pra amiga, pra terapeuta, pra nutri…
No meu caso, eu pedi ajuda a todo mundo em quem confio: marido, pai e mãe, nutri e até mesmo a coach Thais Ricci, que caiu do céu quando eu me encontrava paralisada também, sem saber COMO voltar por n rótulos e crenças limitantes que eu havia imposto a mim mesma. Com as sessões de coaching, eu tenho aprendido o que realmente me motiva e o que de fato faz com que eu me sabote. Auto-conhecimento é TUDO!
7. Crie consciência das suas escolhas
No tópico 3 eu falei sobre como estudar me ajuda a ampliar minha consciência sobre as minhas escolhas. Essa é uma das formas. Mas você pode ,simplesmente, mudar a sua perspectiva sobre a sua alimentação e suas atividades físicas.
O que eu penso sobre a minha rotina é o seguinte: esse é um estilo de VIDA que eu escolhi pra chamar de meu. Se é VIDA é um projeto a longo prazo, que vai até o dia em que eu bater as botas. Não é um “projeto verão” que só vai durar 3 meses até conseguir colocar um biquíni e depois voltar a fazer tudo errado de novo. Minhas escolhas devem ser baseadas no que eu quero pra mim, pra minha saúde. Quanto ao peso, eu tenho uma vida toda pra colocar em dia porque ele é uma consequência das minhas escolhas e dos meus cuidados comigo mesma.
Como eu já disse, eu também me cobro. Também tenho meus 5 minutos de ansiedade querendo chapar a barriga logo ou de frustração quando me vejo em fotos e não fico confortável com a minha imagem. Ainda mais por causa do blog, fico pensando que “não posso falhar, não posso engordar, não posso ter barriga, mimimi”. Mas péra lá: não posso porquê? Quem estabeleceu isso? As pessoas vão gostar de mim por causa da minha barriga ou por causa do que eu consigo passar a elas pelos meus posts? É. Pois é.
Quando me dou esses chacoalhões, eu volto pra vida real e paro de ser cruel comigo mesma.
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