Alongamento diário pode prevenir as temidas dores nas costas

Como saber que tipo de exercício é mais indicado para cada região da coluna?

Escrito por: Da redação4 min de leitura
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80% da população passará por pelo menos dois episódios de dor nas costas

Reprodução

Segundo pesquisas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde, a OMS, 80% da população passará por pelo menos dois episódios de dor nas costas durante a vida. Muitos fatores podem ser responsáveis pela dor ou pelo incômodo, mas o principal deles é a má postura corporal. Dormir em posições desconfortáveis e passar muito tempo parado, na frente do computador, da televisão ou executando qualquer outra de tarefa repetida também colabora para a tensão dos músculos e para a ocorrência de dores lombares e na coluna.

Para evitar que a dor chegue antes da hora e se prevenir dos episódios na velhice, dedicar alguns poucos minutos diários aos cuidados com a saúde é o mais indicado. E, dentre as atitudes positivas no sentido da prevenção, a prática de exercícios é a mais eficiente. Com a orientação correta, qualquer pessoa pode praticar atividades, até pessoas acamadas, cardiopatas, lesionadas e quem já sofreu acidentes vasculares.

Para quem já sofre com as dores, a solução segue sendo a mesma: prática de exercícios leves, específicos para acalmar a área lesionada e diminuir o desconforto. Alongamentos e movimentos suaves acabam reforçando a musculatura de sustentação e ajudam a dispersar a dor. Mas como saber que tipo de exercício é mais indicado para cada região da coluna?

A coluna pode serser dividida em 3 partes diferentes: a área cervical, que começa no pescoço e chega até a sétima vértebra; a dorsal e a lombar. Na cervical, a coluna é ligada à base do crânio. Todas as dores na região do pescoço que se expandem para os ombros e braços são relacionadas a lesões nessa parte da coluna e, hoje em dia, os computadores e smartphones são os maiores causadores desse tipo de desconforto. Como passamos muitas horas com o pescoço curvado acompanhando as telas, nossos músculos ficam sobrecarregados e a possibilidade do surgimento de nódulos que pressionam as terminações nervosas é maior. A partir daí, dores, tonturas e náuseas são sintomas comuns. Para prevenir, um bom alongamento é mover o pescoço para os lados e pressionar a cabeça levemente até que o queixo encoste na região central da clavícula e que a parte posterior do crânio encoste na nuca.

Na sequência da região cervical, está a região torácica. Nessa área, as dores são menos comuns – mas, quando acontecem, se espalham pelas costelas. Mulheres grávidas e pessoas acima do peso tem maiores probabilidades de desenvolver os sintomas de dores dorsais. Isso se deve essencialmente ao deslocamento do centro de gravidade do corpo: para manter o equilíbrio, esse grupo de pessoas naturalmente joga a coluna para trás para compensar o peso da barriga. Manter o quadril fixo e as pernas alinhadas, e descer até os pés ou canelas é um ótimo exercício para fortalecer a musculatura geral da região. No caso das grávidas, é importante evitar carregar peso e não se manter muito tempo em pé. Para as pessoas obesas, a melhor alternativa – além dos alongamentos diários – é investir na reeducação alimentar e na perda de peso.

Por fim, a última região responsável pelo maior número de reclamações é a região lombar. No entanto, apesar de frequentes, as dores nessa área são mais fáceis de serem aliviadas. Geralmente ocasionadas pelo levantamento incorreto de peso e pela má postura ao dormir, as dores podem ser bastante incômodas. Por isso é essencial prestar atenção ao colchão, dando preferência para os modelos ortopédicos. Apesar da aparente simplicidade das dores lombares, muitas vezes as pessoas desenvolvem hérnia de disco, que comprime os nervos e articulações da área e causa dores mais profundas. Como solução em um primeiro momento, os médicos sugerem repouso para poupar a região e uso de analgésicos; e, após o descanso, caso a dor não desapareça, pode ser necessário fazer fisioterapia. Em situações mais críticas, pode ser necessário procedimento cirúrgico.

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