Angola Fashion Week por Reginaldo Fonseca e Carlos Carrasco

Entrevista especial!Angola Fashion Week por Reginaldo Fonseca e Carlos Carrasco Depois de uma semana fora do país trabalhando diretamente com modelos e looks do principal evento de moda em Angola, lá do outro lado do continente, esses dois joseenses, Carlos Carrasco e Reginaldo Fonseca, revelam para os leitores da coluna #eoquetemprahoje o que é que […]

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
fundo_placeholder-023136

Entrevista especial!
Angola Fashion Week por Reginaldo Fonseca e Carlos Carrasco

Depois de uma semana fora do país trabalhando diretamente com modelos e looks do principal evento de moda em Angola, lá do outro lado do continente, esses dois joseenses, Carlos Carrasco e Reginaldo Fonseca, revelam para os leitores da coluna #eoquetemprahoje o que é que tem – de fato – na moda africana que chama tanto a atenção do mundo. As cores, as raízes e, principalmente, a preocupação em preservar os costumes. Segundo os profissionais, o estilo fashion americanizado ainda não chegou por lá.

Vale lembrar que os dois brasileiros têm funções diferentes no setor. Carrasco é reconhecido internacionalmente pela assinatura audaciosa, que transforma ou simplesmente respeita a beleza de uma modelo, no tratar da maquiagem e cabelos. Já Reginaldo é ‘mito’ em organização sem estresse, de grandes eventos de moda. Confira a entrevista!

Qual a grande diferença de estilo e moda África/Brasil?
Reginaldo: Por mais que a moda seja democrática, há uma grande diferença. Os homens têm um estilo clássico e moderno. A mulher abusa das estampas, acessórios, turbantes, lenços. É um estilo totalmente diferente da mulher brasileira. O povo em si é diferente em tudo.

Carrasco: A diferença é muito grande. Somos regrados à moda americana. Já eles, não; eles são mais enraizados. Foi a primeira vez que eu fui pra lá e fiquei fascinado.

Como foi essa experiência pra você como profissional e ser humano?
Reginaldo: O que mais me chama a atenção em todas as 12 vezes que já fui pra lá são as pessoas. É uma experiência desgastante, pois se trata do maior desfile de moda da África, porém, é muito gratificante.

Carrasco: Como profissional foi mais um trabalho e experiência. Agora, no sentido humano, eu voltei mais sensível. Lá, as pessoas são muito ricas ou muito pobres. Outro ponto que me chamou a atenção foi a alegria do povo angolano através da dança. Até tentei dançar o famoso Kuduro, mas eles riram de mim. Senti-me um gringo americano tentando sambar igual brasileiro. Eu me identifiquei demais com o povo de lá, pois são ‘bem próximos’ à alegria do baiano. Realmente, foi uma experiência única.

A organização do evento estava sob sua direção, qual foi o maior desafio?
Reginaldo: Eles estão sendo apresentados para o mundo da moda agora, é um mundo diferente. Outro ponto que me chama a atenção são os clientes, que são maravilhosos e precisamos atender a todas as demandas. Fizemos um encontro que busca profissionalizar o setor da moda. Não é só glamour e, sim, business. Recebemos a presença da primeira-dama da Angola, Ana Paula Santos. Ela adorou o evento e ficou até o final. São muitos os desafios enfrentados, pois, além da minha equipe, busco profissionais locais e isso gera várias dificuldades que precisamos solucionar da melhor maneira possível. Vimos que você postou várias fotos de ‘nativas’, rostos que você apostaria para modelos. Pode nos contar o que você mais gostou naqueles rostos?

Carrasco: O tom e a perfeição da pele negra. Elas têm uma pele perfeita, com uma rigidez incrível. Lá, os tons de marrom da pele entre as mulheres negras são diferentes umas das outras e isso me chamou muita atenção.

Tags:OpiniãoPublicado em:

Posts Relacionados