Bolsa de Nova York fecha em queda com volatilidade na China e baixa do petróleo
As bolsas dos EUA fecharam em queda nesta quarta-feira, 19, mas com os principais índices bastante acima das mínimas da sessão. O índice Dow Jones chegou a cair 229 pontos, acompanhando as baixas dos mercados globais em sua reação à volatilidade nas bolsas da China e à nova queda dos preços do petróleo. O mercado reduziu suas perdas…

As bolsas dos EUA fecharam em queda nesta quarta-feira, 19, mas com os principais índices bastante acima das mínimas da sessão. O índice Dow Jones chegou a cair 229 pontos, acompanhando as baixas dos mercados globais em sua reação à volatilidade nas bolsas da China e à nova queda dos preços do petróleo. O mercado reduziu suas perdas momentaneamente à tarde, depois da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).
A ata não deu nenhuma indicação clara de que o Fed pretende elevar as taxas de juro em setembro. Ela indica que a alta do dólar e as questões da Grécia e da China estão entre as preocupações dos dirigentes do banco central dos EUA. “Embora a Grécia tenha sido removida da mesa, a China tem grandes problemas. Isso e a queda consistente dos preços das commodities são vistos como sinais de desaceleração no crescimento global. Os EUA não são uma ilha isolada disso”, disse Mary Ann Hurley, da DA Davidson. Na China, o índice de ações Shanghai Composite chegou a cair 5,1%, mas reverteu a direção e fechou em alta de 1,2%, em meio a rumores de que o governo chinês estaria comprando ações.
“Parece que as autoridades chinesas estão constantemente pulando para dentro e para fora do mercado, o que não inspira confiança”, disse Julian Chillingworth, da Rathbone Brokers. Os investidores temem que a China seja incapaz de impulsionar rapidamente uma recuperação de sua economia. Isso renovou as preocupações quanto ao crescimento global”, afirmou Jeanne Asseraf-Bitton, da Lyxor Asset Management. Para Gina Martin Adams, da Wells Fargo Securities, “os investidores estão bastante nervosos com o que está acontecendo na China. A interpretação do mercado para as medidas das autoridades chinesas é a de que elas estão tentando, desesperadamente, conter a onda negativa lá”.
Nos EUA, dois indicadores foram divulgados pela manhã: o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,1% em julho, em relação a junho, com alta de 0,2% em comparação com julho do ano passado; o núcleo do índice, que exclui os preços de energia e alimentos, subiu 0,2% em relação a junho e 1,8% em comparação com o mesmo mês de 2014. Economistas previam que tanto o CPI como o núcleo subissem 0,2% em relação a junho. A renda semanal média dos assalariados cresceu 0,4% em julho; após ajustes para a inflação, o salário real médio por hora teve uma alta de 0,1%.
Entre os destaques da sessão estavam as ações de empresas que divulgaram resultados, como Lowe’s (-1,85%), Staples (-0,21%) e Target (+0,71%). As ações do setor de energia tiveram quedas fortes, em reação à nova queda dos preços do petróleo (ExxonMobil, -2,14%, Chevron, -3,03%, Transocean, -2,99%). Das 30 componentes do Dow, somente duas ações fecharam em alta (McDonald’s, +0,34%, e Nike, +0,12%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 162,61 pontos (-0,93%), em 17.348,73 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 40,30 pontos (-0,80%), em 5.019,05 pontos. O S&P-500 fechou em queda de 17,31 pontos (-0,83%), em 2.089,61 pontos. Na Chicago Board Options Exchange (CBOE), o índice de volatilidade VIX subiu 10,51%, para 15,24. Fonte: Dow Jones Newswires
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