Bolsa de NY fecha em alta após divulgação de estimativa do PIB dos EUA

A bolsa de Nova York fechou em alta nesta terça-feira, 22, pela segunda sessão consecutiva, depois da divulgação da terceira e última estimativa do PIB dos EUA no terceiro trimestre e em reação à estabilização dos preços do petróleo. A alta, que acelerou à tarde, foi liderada pelas ações dos setores de energia, materiais e indústrias. “Estamos…

Escrito por: Conteúdo Estadão8 min de leitura
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A bolsa de Nova York fechou em alta nesta terça-feira, 22, pela segunda sessão consecutiva, depois da divulgação da terceira e última estimativa do PIB dos EUA no terceiro trimestre e em reação à estabilização dos preços do petróleo. A alta, que acelerou à tarde, foi liderada pelas ações dos setores de energia, materiais e indústrias.

“Estamos vendo muita indecisão no mercado. Parece haver muita negatividade na perspectiva para o futuro, com o consenso de que as taxas de juro vão subir, de que os lucros das empresas estão em risco, e não estamos seguros de que os preços da energia vão virar. Ao mesmo tempo, para onde ir, senão para o mercado de ações? É por isso que estamos vendo esse mercado oscilar para cima e para baixo”, ponderou Daniel Morgan, da Synovus Trust. Esta foi a oitava sessão consecutiva em que o índice Dow Jones fecha mais de 100 pontos acima ou abaixo do nível de fechamento do dia anterior, o que não acontecia desde junho de 2013.

A taxa anualizada de crescimento do PIB dos EUA no terceiro trimestre, em relação ao segundo trimestre, foi revisada para 2,0%, de 2,1% na primeira revisão, divulgada há um mês, após uma expansão de 3,9% no segundo trimestre. Economistas previam uma revisão na taxa anualizada para 1,9%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o PIB dos EUA cresceu 2,1%, de 2,2% na primeira revisão, após uma expansão anual de 2,7% no segundo trimestre.

A Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR) informou que as vendas de imóveis residenciais usados caíram 10,5% em novembro, em relação a outubro, para a média anualizada de 4,76 milhões de unidades. Economistas previam um recuo de 0,7%, para a taxa anualizada de 5,32 milhões de unidades, após uma queda de 3,4% em outubro. A queda de novembro foi a maior desde julho de 2010. A mediana dos preços das moradias nos EUA subiu 6,3% em novembro, em comparação com o mesmo mês do ano passado, para US$ 220.300. É o 45º mês consecutivo de altas anuais dos preços. Já a Agência Federal de Financiamento à Habitação (FHFA) informou que o índice de preços dos imóveis residenciais subiu 0,5% em outubro, em relação a setembro, com alta de 6,1% em comparação com outubro do ano passado. Em setembro, os preços haviam subido 0,8% em relação ao mês anterior, com alta de 5,7% em comparação com setembro de 2014.

O índice de atividade industrial regional do Fed de Richmond subiu a 6 em dezembro, de -3 em novembro; economistas previam que ele subisse para 1.

“O rali de hoje parece muito mais saudável do que os outros que tivemos recentemente, e ele não pode ser atribuído somente à recuperação dos preços do petróleo, que foi relativamente pequena. É possível que a maior parte do movimento de venda de ações para reduzir impostos a pagar tenha terminado”, disse Maris Ogg, da Tower Bridge Advisors.

Todos os dez componentes setoriais do índice S&P-500 subiram, com destaque para os de energia (+1,22%), bens de consumo essenciais (+1,22%), materiais (+1,21%) e indústrias (+1,21%). Das 30 componentes do Dow Jones, a única ação a cair foi Apple (-0,09%). Os destaques foram Caterpillar (+4,86%). IBM (+1,79%) e Walmart (+1,66%). As da Nike, que divulgaria resultados depois do fechamento, subiram 1,58%.

As ações da Ford subiram 3,42% e as da Alphabet, controladora da Google, avançaram 0,83%, em reação a uma reportagem da Automotive News segundo a qual as duas empresas vão formar uma parceria para desenvolver carros sem motorista.

Entre as ações com as maiores quedas estavam as da rede de restaurantes Chipotle Mexican Grill, que caíam 5,25% depois de rebaixamento de recomendação por vários analistas. Ontem, as autoridades de saúde dos EUA anunciaram que estão investigando um segundo surto de infecções pela bactéria Escherischia coli em restaurantes da rede.

O índice Dow Jones fechou em alta de 165,65 pontos (0,96%), em 17.417,27 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 32,19 pontos (0,65%), em 5.001,11 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 17,82 pontos (0,88%), em 2.038,97 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires

A Bolsa de Nova York está em alta, depois da divulgação da terceira e última estimativa do PIB dos EUA no terceiro trimestre e em reação à estabilização dos preços do petróleo.

A taxa anualizada de crescimento do PIB dos EUA no terceiro trimestre, em relação ao segundo trimestre, foi revisada para 2,0%, de 2,1% na primeira revisão, divulgada há um mês, após uma expansão de 3,9% no segundo trimestre. Economistas previam uma revisão na taxa anualizada para 1,9%. Já as vendas de imóveis residenciais usados caíram 10,5% em novembro, em relação a outubro, para a média anualizada de 4,76 milhões de unidades. Economistas previam um recuo de 0,7%, para a taxa anualizada de 5,32 milhões de unidades, após uma queda de 3,4% em outubro. A queda de novembro foi a maior desde julho de 2010.

Às 18h20 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 197 pontos (1,14%), para 17.448 pontos; o Nasdaq subia 36 pontos (0,73%), para 5.005 pontos; o S&P-500 subia 21 pontos (1,04%), para 2.042 pontos.

Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA estão em baixa, com correspondente alta nos juros, com a redução da demanda por “refúgio seguro” em dia de alta do mercado de ações. A alta do preço do petróleo em Nova York também contribuiu para o recuo dos preços dos Treasuries, ao reduzir a expectativa de que a inflação nos EUA permanecerá baixa por muito tempo. Traders observaram que a recuperação dos preços do petróleo também ajudou a estabilizar o mercado de bônus corporativos de grau especulativo, que tem vivido alguma turbulência por causa do temor de que as empresas de energia, atingidas pelas quedas dos preços do petróleo, não consigam pagar suas dívidas. O fundo negociado em Bolsa iShares iBoxx USD High Yield Corporate Bond ETF subia 1,0% minutos atrás.

Às 18h20 (de Brasília), o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 2,962%, de 2,914% ontem; o juro das T-notes de 10 anos estava em 2,234%, de 2,193% ontem; o juro das T-notes de 2 anos estava em 0,968%, de 0,944% ontem.

O dólar está em baixa diante do euro, do iene e do franco suíço pelo terceiro dia consecutivo. “A maioria dos traders está contente em realizar lucros sobre suas posições ‘compradas’ em dólar, depois das altas que se seguiram à elevação das taxas de juro pelo Fed”, comentaram os analistas da Commonwealth Foreign Exchange. A libra está em queda diante do dólar e do euro, em meio aos debates no interior do governista Partido Conservador sobre se o Reino Unido deve ou não permanecer na União Europeia.

Às 18h20 (de Brasília), o euro estava cotado a US$ 1,0955, de US$ 1,0916 ontem; o iene estava cotado a ? 121,05 por dólar, de ? 121,22 por dólar ontem; a libra estava cotada a US$ 1,4814, de US$ 1,4885 ontem; o dólar australiano estava cotado a US$ 0,7228, de US$ 0,7191 ontem; o yuan estava cotado a 6,4783 por dólar, de 6,4829 por dólar ontem.

O preço do petróleo subiu em Nova York e caiu na Europa, gerando uma situação rara em que o preço do WTI ficou mais alto do que o do Brent. Em Nova York, participantes do mercado compraram contratos do WTI para cobrir posições e realizar lucros, um dia depois de o WTI ter caído abaixo de US$ 34 por barril pela primeira vez desde 2009. Na Europa, o mercado reagiu ao informe da JBC Energy, de que a produção de petróleo Brent na costa britânica do Mar do Norte deve ter um crescimento de 100 mil barris por dia, ou 14%, neste ano em relação a 2014.Seria o primeiro ano de crescimento da produção britânica desde 1999.

Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para fevereiro subiram US$ 0,33 (0,92%) e fecharam a US$ 36,14 por barril. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para fevereiro caíram US$ 0,24 (0,66%) e fecharam a US$ 36,11 por barril.

O preço do ouro fechou em baixa, depois de ter subido ontem ao nível mais alto desde 4 de dezembro. Traders disseram que os investidores venderam ouro em reação à revisão final do PIB dos EUA no terceiro trimestre, que ficou mais alta do que a expectativa. Outro fator para a queda do preço do ouro foi a alta das taxas de retorno dos títulos do Tesouro dos EUA; a alta do preço do petróleo em Nova York reduziu a expectativa de que a inflação permaneça baixa por mais tempo. Na Comex, os contratos do ouro para fevereiro fecharam a US$ 1.074,10 por onça-troy, em queda de US$ 6,50 (0,60%).

Os preços do cobre fecharam em queda, com investidores vendendo para realizar lucros depois da alta desta segunda-feira. Ontem, o cobre havia subido em reação ao plano econômico para 2016 anunciado pelo governo da China, que fez crescer a expectativa de que o governo chinês adotará novas medidas de estímulo à economia. Na LME, os contratos do cobre para três meses fecharam a US$ 4.738,00 por tonelada, em queda de US$ 72,50 (1,53%). Na Comex, os contratos do cobre para março fecharam a US$ 2,1090 por libra-peso, em queda de US$ 0,0310 (1,45%).

(Renato Martins – [email protected])

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