Bolsa de NY recua em dia de volatilidade causada por Rússia, petróleo e Fed

A Bolsa de Nova York fechou em queda nesta terça-feira, 16, em sessão marcada por muitas oscilações dos principais índices do mercado. Durante boa parte do dia, o mercado de ações acompanhou os movimentos dos preços do petróleo, que voltaram a cair na Europa, mas recuperaram terreno em Nova York. Foi mais um dia de turbulência nos mercados…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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A Bolsa de Nova York fechou em queda nesta terça-feira, 16, em sessão marcada por muitas oscilações dos principais índices do mercado. Durante boa parte do dia, o mercado de ações acompanhou os movimentos dos preços do petróleo, que voltaram a cair na Europa, mas recuperaram terreno em Nova York. Foi mais um dia de turbulência nos mercados emergentes, depois de o Banco Central da Rússia elevar sua taxa básica de juros de 10,5% para 17%, sem conseguir deter o derretimento do rublo no mercado de moedas.

Traders disseram que boa parte dos movimentos de preço ao longo do dia resultou de gestores de fundos ajustando posições antes do fim do ano; isso fez caírem as ações de tecnologias e outras que carregam projeções de crescimento forte. “As pessoas estão vendendo as vencedoras e comprando as ações que tiveram desempenho mais fraco este ano”, disse o trader Christian O’Brien, da Raymond James.

O índice Dow Jones chegou a subir 247 pontos pela manhã, mas fechou perto da mínima do dia. O Nasdaq operou em leve alta durante boa parte da sessão, mas passou a cair na última hora. O índice de volatilidade VIX, da Chicago Board Opttions Exchange (CBOE), subiu 15,43%, para 23,57.

Oito minutos antes do fechamento, o site do Wall Street Journal publicou um vídeo acompanhado de comentário do influente colunista Jon Hilsenrath, no qual ele diz que há “uma forte possibilidade” de o comunicado a ser divulgado pelo Federal Reserve nesta quarta-feira, ao fim de sua reunião de política monetária, abandonar a expressão “por um tempo considerável” ao se referir ao período em que as taxas de juro deverão permanecer próximas de zero.

“À medida que o estresse no petróleo continue, poderá ser difícil para os mercados dos EUA terem um bom desempenho. Dito isso, o impacto real da queda dos preços do petróleo nos EUA será mínimo”, disse o estrategista David Lefkowitz, do UBS Wealth Management.

Os indicadores divulgados pela manhã nos EUA saíram fracos: o índice de atividade industrial dos gerentes de compras (versão Markit) ficou em 53,7 na pesquisa preliminar de dezembro, de 54,8 em novembro; o número de construções de moradias iniciadas caiu 1,6% em novembro, para a média anualizada de 1,028 milhão, enquanto a expectativa dos economistas era de 1,040 milhão. O número de permissões concedidas para novas construções de moradias caiu 5,2%, para a média anualizada de 1,035 milhão. Os índices de atividade industrial PMI da China e da Alemanha também saíram fracos.

Entre os destaques da sessão estavam ações do setor de tecnologia como Google (-3,58%), Microsoft (-3,24%) e Intel (-1,00%). No setor de energia, as ações da ExxonMobil recuaram 0,56% e as da Chevron subiram 0,83%.

O índice Dow Jones fechou em queda de 111,97 pontos (0,65%), em 17.068,87 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 57,33 pontos (1,24%), em 4.547,83 pontos. O S&P-500 fechou em queda de 16,89 pontos (0,85%), em 1.972,74 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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