Como controlar a ansiedade?

Vários estudos científicos atuais demonstram a menor incidência de ansiedade e distúrbios psicossomáticos entre aqueles que meditam.

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Vários estudos científicos atuais demonstram a menor incidência de ansiedade e distúrbios entre aqueles que meditam

Divulgação/CIa Atlética

Mas o que é a ansiedade? A ansiedade é consequência de um desequilíbrio da atuação dos sistemas  nervosos simpático e parassimpático. O simpático atua nas situações de stress, que começa nas profundezas do cérebro, onde o hipotálamo alerta as glândulas adrenais, que respondem despejando na circulação sanguinea os hormônios epinefrina e adrenalina  para a clássica reação de luta ou fuga. O pulso se acelera à medida que a adrenalina eleva a frequencia cardíaca, mandando sangue extra para os músculos e para os órgãos. Os brônquios dilatam-se e o oxigênio extra chega ao cérebro, o que ajuda a nos manter alertas. O cabelo e os pelos  se eriçam porque a adrenalina contrai os vasos sangüíneos que abastecem a pele, impedindo assim um sangramento excessivo caso o oponente lhe fira seriamente.  Finalmente, a adrenalina mobiliza o corpo para liberar reservas de energia.

Pessoas cronicamente ansiosas ou com problemas psicossomáticos possuem um padrão específico de reação ao estresse: o corpo se mobiliza para enfrentar o desafio e não consegue parar quando cessa o problema. Na vida moderna a tendência é suprimirmos nossos sentimentos e os escondermos dos outros. Os pequenos incômodos são os fatores que mais predispõem ao estresse diário como parentes doentes, colegas de trabalho irritados, tráfego congestionado e espera em longas filas, por exemplo. A tensão inicial é necessária, pois permite que a pessoa concentre sua energia e percepção para lidar com uma ameaça em potencial. Mas, passado o perigo, o corpo deveria relaxar, recuperando as energias gastas e reunindo forças para enfrentar o próximo estresse.

Meditação é uma forma de treinamento cerebral que envolve técnicas de concentração, respiração e relaxamento. A pessoa se prepara mentalmente, esquecendo os problemas, limpando a mente de qualquer informação negativa e procurando um ponto de apoio numa imagem ou emoção positiva como referência. Os  pensamentos positivos estimulam a atuação do sistema nervoso parassimpático, que desacelera e acalma as coisas, com o objetivo de reparar e restaurar o corpo, promove o crescimento, o armazenamento de energia e a reprodução.

A pessoa que medita regularmente lida com o estresse de modo a romper a espiral da reação de enfrentamento ou fuga. Ela relaxa com muito mais frequência do que a que não medita, após um desafio ter sido superado. Isso faz com que seja improvável que ela encare como nocivas ocorrências inocentes. Ela percebe a ameaça com mais exatidão e reage com a mobilização somente quando necessário. Após a mobilização, a recuperação rápida a torna menos predisposta a encarar o próximo compromisso com uma ameaça, como acontece com uma pessoa ansiosa. Os dois sistemas nervosos (simpático e parassimpático) trabalham em prol da segurança, da manutenção da vida, sendo ativados ou desativados conforme o contexto e o momento, discernindo automaticamente o que é prioritário.

A meditação ajuda o corpo todo a funcionar em sintonia, como uma grande orquestra. Todos os  mecanismos voltam à homeostase, o equilíbrio que garante a vida!

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