Conquistas históricas do futebol feminino x falta de investimento

A equipe feminina de futebol do São José conquistou neste domingo (16) o tricampeonato da Copa Libertadores Feminina. Feito histórico para uma equipe esportiva da região. Com o tricampeonato da Libertadores, o São José passa a ser o maior campeão da principal competição de futebol feminino da América do Sul. Em seis edições, a equipe […]

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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A equipe feminina de futebol do São José conquistou neste domingo (16) o tricampeonato da Copa Libertadores Feminina. Feito histórico para uma equipe esportiva da região.

Com o tricampeonato da Libertadores, o São José passa a ser o maior campeão da principal competição de futebol feminino da América do Sul. Em seis edições, a equipe joseense conquistou metade delas. O Santos, que é bicampeão, e o Colo Colo, do Chile, foram os times que também venceram o torneio.

Mesmo o Brasil tendo cinco títulos em seis edições, a falta de apoio e de investimento ainda são os maiores obstáculos para que a modalidade caia de vez no gosto dos brasileiros.

Diferente da competição do futebol “masculino”, a edição 2014 da Copa Libertadores de Futebol Feminino foi disputada em campos que só recebem jogos de futebol amador -caso da AD Parahyba, por exemplo. Ao invés de meses de competição -como no “masculino”-, a Libertadores Feminina foi disputada em duas semanas, com 12 equipes, sendo três do Brasil e outras de nove países (Argentina, Bolívia, Peru, Chile, Venezuela, Uruguai, Colômbia, Paraguai e Equador).

O campeão ganha o mesmo direito de disputar o Mundial Interclubes que o “masculino” tem. Tanto é que o São José embarca nos próximos dias para o Japão onde disputa pela primeira vez a competição intercontinental. O principal adversário vai ser o Arsenal da Inglaterra.

Agora a grande questão que fica é: o que falta para que haja investimento de grande porte no futebol feminino? Nenhum dos jogos da Copa Libertadores -pois é, disse NENHUM- teve transmissão seja por emissora de canal aberto, fechado ou via internet.

Pegue o público que saiu de casa, numa manhã com sol forte, na hora do almoço, e foi até o Martins Pereira incentivar a equipe de futebol da cidade em uma decisão e pense há quanto tempo um time de futebol “masculino” não leva tanta gente ao estádio joseense como neste domingo?

Até as autoridades do futebol brasileiro deixam a desejar em relação à modalidade. O Campeonato Brasileiro deste ano teve uma fórmula de disputa que não fazia sentido algum. Foram 20 equipes divididas em quatro grupos com apenas um turno. Ou seja, cada equipe faria quatro jogos. Em meio a disputa, o São José perdeu jogadoras para a seleção brasileira. Então como uma equipe -que é base da seleção- sobrevive numa competição curta sem suas principais atletas?

Se voltar ou não do Japão com o título mundial, as meninas do São José deixam a lição de que com “menos” pode se fazer “muito mais”! Imagine com apoio e investimento, até onde poderiam chegar.

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