Correção: Ibovespa piora no final e termina na mínima do pregão

Na nota enviada anteriormente, faltou informar o porcentual de queda do Ibovespa. A bolsa paulista recuou 2% na sessão de hoje, e não 45.340,11 pontos como constou. A seguir, a nota corrigida. Pelo quarto pregão consecutivo, o Ibovespa terminou em baixa nesta quarta-feira, 23, de volta aos 45 mil pontos, patamar em que pisou apenas na…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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Na nota enviada anteriormente, faltou informar o porcentual de queda do Ibovespa. A bolsa paulista recuou 2% na sessão de hoje, e não 45.340,11 pontos como constou. A seguir, a nota corrigida.

Pelo quarto pregão consecutivo, o Ibovespa terminou em baixa nesta quarta-feira, 23, de volta aos 45 mil pontos, patamar em que pisou apenas na primeira sessão de setembro. A queda de ações foi generalizada, com destaque para o tombo de mais de 15% de Usiminas e CSN, muito embora o recuo na casa dos 3% nos bancos tenha também tido força para manter o índice o dia todo com perdas consideráveis.

Nos ajustes finais do pregão regular, o Ibovespa foi para as mínimas e aí ficou. Profissionais comentaram que notícias relacionadas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, podem ter disparado ordens de vendas. Isso foi visto também no índice futuro, que ampliou a queda pela mesma justificativa. Cunha definiu prazos e regras para conduzir um eventual processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A manifestação é uma resposta à questão de ordem apresentada na semana passada na Câmara por partidos de oposição que querem afastar a petista.

Apesar de não trazer de fato novidades, a notícia envolvendo Cunha pode ter exacerbado o já arisco mercado em meio às dificuldades de ajuste fiscal e governabilidade de Dilma. A Bovespa, durante o dia, foi o mercado menos ‘afetado’ pela questão da votação dos vetos da presidente pelo Congresso. Os parlamentares mantiveram 26 dos 32 vetos, o que foi visto positivamente de início, mas os que não foram apreciados, na sequência, trouxeram preocupações para os agentes. Além de ter que reunir novamente votos favoráveis, o governo, caso perca, terá novo rombo nas contas. O rombo atual, por sinal, ainda não foi coberto, já que a grande maioria das medidas precisa de aprovação do Congresso.

O Ibovespa terminou o dia na mínima, em queda de 2%, para 45.340,11 pontos, no menor nível desde os 44.544,85 pontos de 25 de agosto. Nesses quatro pregões no vermelho, caiu 6,61%. Na máxima, marcou 46.480 pontos (+0,47%). No mês, acumula retração de 2,76% e, no ano, de 9,33%. O giro financeiro totalizou R$ 7,084 bilhões.

Nos EUA, as bolsas norte-americanas terminaram em queda, pressionadas pelo recuo do petróleo e por PMIs fracos, na China e na Alemanha, além de algumas notícias pontuais. O Dow Jones recuou 0,31%, aos 16.279,89 pontos, o S&P terminou em baixa de 0,20%, aos 1.938,76 pontos, e o Nasdaq fechou com desvalorização de 0,08%, aos 4.752,74 pontos.

O recuo do petróleo afetou as ações da Petrobras que, no entanto, não estiveram entre as maiores baixas do dia. A ação ON recuou 1,20% e a PN, 2,44%. O destaque de baixa foi Usiminas, com -20,31%, e Usiminas, com -15,09%. Ainda nas siderúrgicas, Gerdau PN caiu 4,08% e Metalúrgica Gerdau PN, 4,56%.

No setor financeiro, Bradesco PN caiu 4,14%, Itaú Unibanco PN, 4,33%, BB ON, 3,81%, todos na mínima, e Santander Unit, 5,58%.
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