Credo! O que esperar de 2015
Nunca vi na minha vida um cenário tão pessimista como no limiar do Novo Ano. O Brasil vai indo de mal a pior; vai perdendo o respeito do Mundo; carece de credibilidade. Em todas as frentes econômicas os índices são pífios e no ranking mundial vai se aproximando das piores colocações. O nosso dinheiro é […]

Nunca vi na minha vida um cenário tão pessimista como no limiar do Novo Ano. O Brasil vai indo de mal a pior; vai perdendo o respeito do Mundo; carece de credibilidade. Em todas as frentes econômicas os índices são pífios e no ranking mundial vai se aproximando das piores colocações. O nosso dinheiro é muito caro. O povo para de sonhar, de fazer projetos. Casa própria, nem pensar, ninguém aguenta os financiamentos.
A gente só vê crescer o negativismo: juros altos, criminalidade, escândalos, corrupção, raios matando, acidentes nas estradas, pedintes nas ruas, futebol falido, Natal triste, Estatais sob olhar desconfiado do Ministério Público, Ministérios Governamentais constituídos por pessoas suspeitas e incompetentes, jovens sem perspectivas de empregos, idosos sem perspectivas de empregos.
Aí, nos resta clamar pelas REFORMAS. Reforma política para reduzir os Ministérios, para reduzir os partidos, para reduzir o cabidão de empregos supérfluos, para reduzir gastos. Reforma tributária porque o Brasil produtivo está soterrado pela avalanche de impostos. Reforma cambial para reverter a vergonha da Balança Comercial. Reforma Administrativa para organizar a bagunça e substituí-la pela eficácia.
Tudo é quimera. Nenhuma reforma vai acontecer porque somos um povo pusilânime e covarde. Somos acomodados deitados eternamente em berço esplêndido.
A única reforma plausível que podemos fazer é dentro de nós mesmo. É a reforma do caráter. Tem que ser de baixo para cima, começando pelo povo simples. É cultivar a ética, é crer no bom exemplo, é ter dignidade e valorizar a consciência, é perseverar nos valores cristãos. São coisas que os políticos não têm.
O povo sendo bom, poderá gerar novas safras de dirigentes melhores. Só a vergonha eliminará os mensalões e os petrolões. Os professores têm de dignificar o Magistério e ser respeitados. Os jornalistas têm que ser arautos da verdade, os doutores têm que ser fiéis ao seu credo, os homens da lei têm que ter apego à Justiça.
Essa é a Grande Reforma. Que começa aqui em baixo, e chega lá em cima. Demora. Mas chega. Porque Deus ajuda.
Felipe Cury é presidente da Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos
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