Dólar sobe com Fitch, ata do Copom e notícia ruim para o caixa da Petrobras
O dólar terminou em alta nesta quinta-feira, 12, de noticiário farto para orientar os negócios. Após uma manhã em baixa, a moeda norte-americana passou a subir no período da tarde, quando atingiu os maiores níveis do dia. O dólar à vista no balcão fechou em R$ 3,154 (+0,93%), maior patamar desde 14/6/2004 (R$ 3,17). Na máxima, o dólar chegou a…

O dólar terminou em alta nesta quinta-feira, 12, de noticiário farto para orientar os negócios. Após uma manhã em baixa, a moeda norte-americana passou a subir no período da tarde, quando atingiu os maiores níveis do dia. O dólar à vista no balcão fechou em R$ 3,154 (+0,93%), maior patamar desde 14/6/2004 (R$ 3,17). Na máxima, o dólar chegou a R$ 3,1610 (+1,15%). Às 16h48, a moeda para abril no segmento futuro era cotada em R$ 3,175 (+0,97%).
Pela manhã, o câmbio doméstico for norteado principalmente pela tendência externa de queda do dólar, mas ao longo do período o movimento foi perdendo força até que houve a inversão para a alta. Na mínima, perto das 10 horas, a moeda caiu 1,60%, a R$ 3,075, logo após o leilão de swap cambial do Banco Central. A instituição vendeu os 2 mil contratos ofertados na operação diária, para os dois vencimentos, com volume financeiro de US$ 98 milhões. Um pouco mais tarde, na rolagem, vendeu 7,4 mil contratos com liquidação em 1º de abril de 2015. O valor total da operação foi de US$ 354,8 milhões.
No início da tarde, com a Ptax do Banco Central já fechada, o mercado doméstico se descolou do exterior, passando a prevalecer então as preocupações com a economia interna. Os investidores se deslocaram para a ponta de compra depois da divulgação de um relatório da Fitch, no qual o diretor Joe Bormann avalia que a taxa de câmbio teria que se desvalorizar a cerca R$ 3,75 para tornar as exportações brasileiras competitivas. Além disso, pesou a leitura da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de que o Banco Central teria “jogado a toalha” em relação à inflação em 2015. No documento, o BC afirma que o balanço de riscos para a inflação este ano ficou menos favorável.
Na sequência, a moeda à vista passou a renovar máximas, diante da informação de que o governo não vai dar garantias à operação para o pagamento de dívida de aproximadamente R$ 9 bilhões da Eletrobras com a Petrobras. Fonte da área econômica informou que a captação da Petrobras com lastro nesses créditos está sendo desenhada sem o aval do Tesouro, como apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Apesar de a notícia ser positiva do ponto de vista do ajuste fiscal, o mercado olhou pelo lado da estatal, que, sem o Tesouro, terá mais dificuldade para captar recursos.
Posts Relacionados

Momento importante na vida dos pais: a escolha da primeira escola


