Dólar termina sessão praticamente estável

O dólar ensaiou nesta sexta-feira, 4, correções técnicas em relação à ontem, mas a leitura de que a saída da presidente Dilma Rousseff será positiva seguiu segurando as cotações da moeda americana. O resultado foi um dólar próximo da estabilidade no fim do dia. Passado o primeiro impacto da aceitação do pedido de impeachment de Dilma…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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O dólar ensaiou nesta sexta-feira, 4, correções técnicas em relação à ontem, mas a leitura de que a saída da presidente Dilma Rousseff será positiva seguiu segurando as cotações da moeda americana. O resultado foi um dólar próximo da estabilidade no fim do dia.

Passado o primeiro impacto da aceitação do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, os investidores ensaiaram uma recomposição de posições no dólar. Só que, por outro lado, a chance de Dilma ser substituída continuou a segurar as cotações. No fim, o dólar à vista terminou praticamente estável, em leve alta de 0,03%, aos R$ 3,7471.

No geral, alguns players se mostravam mais cautelosos em relação ao impeachment em si. Afinal, o processo pode se estender por 2016 e a indefinição é um fator negativo tanto para o mercado quanto para as agências internacionais de rating. Hoje, a Moody’s afirmou que o impeachment complica o ambiente político e tem o potencial de piorar as perspectivas de crescimento do País no curto prazo. Já a Fitch defendeu que o processo de impeachment pode elevar o risco político e as incertezas sobre as políticas econômicas, ameaçando o ajuste fiscal. Moody’s e Fitch são as duas agências internacionais de risco que ainda mantêm o Brasil na categoria de “grau de investimento”.

O viés de alta para o dólar foi intensificado, ainda pela manhã, pelos dados de emprego (payroll) divulgados nos EUA. O país criou 211 mil vagas em novembro, acima da previsão de 200 mil postos. Já a taxa de desemprego ficou em 5,0%, em linha com as previsões. Os números elevaram a percepção de que o Federal Reserve terá espaço para elevar juros este mês, o que deu força à moeda americana ante várias divisas de países emergentes.

No entanto, a busca por dólares arrefeceu à tarde. “O payroll deu um ‘calor’ nas cotações, mas continuou pesando a percepção de que a saída de Dilma do Planalto pode ser positiva para o País”, comentou um profissional que prefere não se identificar.

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