Estrangeiro realiza e Ibovespa tem segunda baixa seguida
A Bovespa nesta quarta-feira, 8, teve mais uma sessão de queda, mas o movimento, de novo, foi tímido – um pouco menos que ontem -, insuficiente para derrubar o índice abaixo de 53,5 mil pontos. O investidor estrangeiro, depois de ingressar com R$ 1,662 bilhão neste mês até a última segunda-feira – e ter feito compras também ontem, segundo…

A Bovespa nesta quarta-feira, 8, teve mais uma sessão de queda, mas o movimento, de novo, foi tímido – um pouco menos que ontem -, insuficiente para derrubar o índice abaixo de 53,5 mil pontos. O investidor estrangeiro, depois de ingressar com R$ 1,662 bilhão neste mês até a última segunda-feira – e ter feito compras também ontem, segundo profissionais das mesas -, hoje resolveu realizar os lucros. Petrobras, Vale e siderúrgicas foram alguns dos papéis que caíram e pressionaram o principal índice à vista.
O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,13%, aos 53.661,11 pontos. Na mínima, marcou 53.508 pontos (-0,41%) e, na máxima, 54.458 pontos (+1,36%). No mês, acumula ganho de 4,91% e, no ano, de 7,31%. Nestes dois pregões no vermelho, teve perda de apenas 0,14%. O giro financeiro hoje foi bastante robusto, o maior de abril, ao totalizar R$ 8,171 bilhões.
A escolha do vice-presidente Michel Temer para a articulação política, depois que o Secretário da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), recusou o convite da presidente Dilma Rousseff foi uma escolha ‘tampão’ que deu certo. Pelo menos o mercado viu a chance de ter aprovadas as medidas de ajuste fiscal, já que Temer teria melhor trânsito com os parlamentares do principal partido a atrapalhar o avanço das medidas pretendidas pelo governo.
Temer, em reunião com líderes da base aliada nesta tarde, garantiu mais um ponto positivo para o governo – e com o mercado. Conseguiu que os parlamentares se comprometessem a não aprovar medidas que signifiquem aumento de gastos e também assinassem um documento no qual os parlamentares afirmam apoiar “o esforço pelo equilíbrio e estabilidade fiscal”. A presidente Dilma deu carta branca a seu vice e exclusividade na negociação política com o Congresso.
Também foi visto como positivo o anúncio de que o governo vai abrir o capital da Caixa Seguridade, garantindo mais recursos para o cumprimento da meta de superávit de 1,2% do PIB.
No meio da tarde, quando saiu a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), a Bovespa chegou a perder força. Mas o movimento foi pontual e depois o índice voltou a se sustentar nos mesmos níveis anteriores à divulgação do documento. A Bovespa, entretanto, passou a cair depois, com uma venda um pouco mais acelerada, sobretudo por parte dos estrangeiros, que realizaram lucros após terem içado os papéis nos últimos dias.
Petrobras e Vale sofreram hoje. Um gestor comentou que a alta recente ocorreu com cobertura de posições vendidas e, hoje, houve espaço para devolução. A ação ON da Petrobras recuou 2,49% e a PN, 2,66%. Vale ON, -1,32% e a PNA, -2,55%. Gerdau PN, -1,82%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,61%, Usiminas PNA, -4,17%, e CSN ON, -1,93%.
Nos EUA, o Dow Jones terminou a sessão em alta de 0,15%, aos 17.902,51 pontos, o S&P 500 avançou 0,27%, para 2.081,90 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 0,83%, aos 4.950,82 pontos.
Entre outras coisas, o documento do Fed mostrou os participantes divididos sobre o momento da elevação de juros e que, para vários dos membros, os dados justificam um aperto já na reunião de junho. O Federal Reserve disse que a retirada do termo paciente – definida por quase todos os dirigentes na reunião de março – deu flexibilidade à instituição para decidir sobre o juro a cada encontro do Fomc.
Segundo o BC dos EUA, o primeiro aperto pode vir antes mesmo de haver altas no núcleo da inflação ou aumento dos salários. “O corte do termo paciente não indica o momento da primeira alta dos juros”, diz o texto ao acrescentar que para muitos membros há justificativa para um aumento em junho. Mas “um par de participantes” sugeriu esperar até 2016 para elevar o juro.
A avaliação inicial era de que o documento era mais hawkish, mas foi substituída pela percepção de que o documento é velho e vários indicadores mais fracos saíram depois do encontro do Fed.
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