Exercícios: quando usar séries com mais repetições

O uso das repetições no treino é uma das dúvidas de muita gente Divulgação Muita gente sempre pede dicas sobre dieta e treino. Algumas dúvidas são básicas para quem começa a malhação e a resposta pode acabar sendo a mesma para todo mundo. A primeira dúvida é uma pergunta muito comum e que deixa muitas […]

Escrito por: Bianca Camargo3 min de leitura
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O uso das repetições no treino é uma das dúvidas de muita gente

Divulgação

Muita gente sempre pede dicas sobre dieta e treino. Algumas dúvidas são básicas para quem começa a malhação e a resposta pode acabar sendo a mesma para todo mundo. A primeira dúvida é uma pergunta muito comum e que deixa muitas pessoas com cara de interrogação: quando usar séries com mais repetições?

Os educadores físicos Douglas Chagas e Ricardo Cruz Motta respondem as principais questões sobre o tema.

Para Douglas, as séries com repetições são utilizadas quando o treino começa ” ele precisa de adaptação neuromuscular e fazer exercícios com grande volume e baixa intensidade ajuda muito. Em outro momento, seria quando o aluno quer ou precisa de um treinamentos de resistência, então usa-se mais repetições com carga moderada”. Mas ele alerta quem quer emagrecer: “Sobre usar mais repetições quando o objetivo é emagrecer, é bem relativo. Existem muitos estudos apontando que um treino com maior intensidade e volumes não tão grandes auxiliam mais na perda de gordura“, diz Chagas.

Ricardo Cruz Motta explica que as variações de repetições estão relacionadas ao objetivo de treinamento: “séries com números entre 15 e 20 repetições estão relacionadas com um maior estresse metabólico, o que significa que a carga usada no treino vai ser menor, porém ocorrerá uma grande liberação de enzimas no ventre muscular que, combinada com a vasoconstrição, vai gerar uma grande sensação de “queimação e inchaço” na musculatura trabalhada, dando uma impressão de aumento muscular mais rápido”.

Este aumento muscular mais rápido é a hipertrofia miofibrilar ou tensional. as mudanças são mais profundas, pois esse crescimento muscular se dá depois de os miofilamentos proteicos que constituem o músculo sofrem microlesões constantes na musculação e são substituídos por novos filamentos, maiores e mais resistentes. Como você deve imaginar, essa aqui demora para aparecer, mas ela também não vai embora caso você saia de férias e vá passear por um mês sem se preocupar com o treino! O que se ganha em muitos meses ou anos de treinamento não some de uma hora para a outra.

Os treinos também ajudam na hipertrofia sarcoplasmática -o bom e velho “músculo de xixi”. É conseguido com treinos metabólicos, que fazem o músculo inchar por causa do aumento de organelas, água, glicogênio, creatina e lipídeos no sarcoplasma muscular e desaparece com facilidade depois de poucos dias sem treinar.

Importante: não há hipertrofia miofibrilar sem primeiro haver a sarcoplasmática, por isso ela é usada nos treinos de iniciantes, como explicou o Douglas. E durante os treinos mais pesados, visando a hipertrofia tensional, também há aumento  metabólico no músculo. Uma não ocorre sem a outra e é preciso saber o que está fazendo para ter os melhores ganhos. Consulte sempre um profissional.

Bons ganhos!

Fonte: Vida Fit

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