Fusão do Itaú com o CorpBanca pode ser concluída no 1º semestre, diz Setubal

A fusão do Itaú Unibanco, por meio do BIC, seu banco no Chile, com o CorpBanca poderá possivelmente ser concluída no primeiro semestre deste ano, disse o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, nesta terça-feira, 3, em coletiva de imprensa. Ainda faltam ser aprovados, conforme ele, trâmites normais junto às autoridades…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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A fusão do Itaú Unibanco, por meio do BIC, seu banco no Chile, com o CorpBanca poderá possivelmente ser concluída no primeiro semestre deste ano, disse o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, nesta terça-feira, 3, em coletiva de imprensa. Ainda faltam ser aprovados, conforme ele, trâmites normais junto às autoridades reguladoras.

“Neste momento não vislumbramos nenhuma nova transação. Queremos concluir a transação e implementar a fusão dos dois bancos. Essa é a nossa principal atividade na América Latina para 2015”, afirmou Setubal.

A estratégia do Itaú na América Latina, de acordo com ele, é ser um banco regional, conforme a instituição já vem enfatizando trimestre a trimestre. O executivo afirmou, contudo, que a instituição quer ter mais presença na região.

Sobre a decisão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais de um auto de infração em que a Receita cobra Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devidos, relativos a 2008, ano em que foi celebrada a união do banco com o Unibanco, Setubal disse que não há novidades. No comunicado realizado à época, o banco “reafirma que considera remoto o risco de perda no procedimento fiscal em referência, entendimento esse corroborado por seus advogados e assessores externos.”

Em 25 de junho de 2013, o banco recebeu auto de infração da Receita cobrando IR de R$ 11,844 bilhões e CSLL de R$ 6,866 bilhões, ambos acrescidos de multa e juros, pois teria deixado de recolhê-los em relação ao exercício de 2008 no âmbito da operação de associação entre Itaú e Unibanco.

Planos econômicos

Setubal disse ainda que não há data para o retorno dos julgamentos dos planos econômicos. “Os bancos não ganharam nada com os planos econômicos, só cumpriram a lei”, disse. Em dezembro do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) voltou a julgar os casos envolvendo perdas com planos econômicos. Um dos recursos, que tratava de acréscimo de expurgos não constantes da sentença após condenação, ou seja, inseridos durante a fase de execução da sentença, terminou com apenas um voto, o do relator. Com o pedido de vistas, o processo não tem prazo para voltar para a corte.

Já no Supremo Tribunal Federal (STF), os planos econômicos estão fora da pauta desde 28 de maio, quando o julgamento foi adiado sem previsão de retomada. Os debates no Supremo sobre o assunto começaram em novembro do ano passado e, desde então, já foram adiados quatro vezes. Os últimos desdobramentos da análise dos possíveis prejuízos a 400 mil titulares de cadernetas de poupança nos planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991) incluíram revisões para baixo nos números estimados para eventuais perdas para os bancos e o sistema.

Petrobras

Setubal destacou ainda, hoje, que não vê risco de a Petrobras se tornar inadimplente. “Continuo vendo a Petrobras como muito bom risco”, disse. O executivo afirma que não vê “nenhuma ruptura no sistema” e que tanto Petrobras quando seus fornecedores seguirão operando, apesar das dificuldades impostas, diante de menores investimentos e mais dificuldades de acesso ao crédito.

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