Itaú vira réu em processo contra fusão com CorpBanca
O Itaú Unibanco foi incluído como réu no processo aberto em um tribunal de Nova York pela gestora Cartica Management, com sede em Washington e que administra US$ 2 bilhões. O objetivo do fundo americano é barrar a fusão, anunciada em janeiro, da subsidiária do banco brasileiro no Chile com o banco chileno CorpBanca. O comunicado divulgado na…

O Itaú Unibanco foi incluído como réu no processo aberto em um tribunal de Nova York pela gestora Cartica Management, com sede em Washington e que administra US$ 2 bilhões. O objetivo do fundo americano é barrar a fusão, anunciada em janeiro, da subsidiária do banco brasileiro no Chile com o banco chileno CorpBanca. O comunicado divulgado na quinta-feira, 12, acusa os envolvidos na operação de fraude e de omissão de informações.
Além do Itaú, também respondem como réus no processo, aberto em abril, Alvaro Saieh, acionista controlador do CorpBanca, a diretoria e outros executivos do banco chileno, do Itaú Chile e de algumas empresas controladas por Saieh, um bilionário chileno.
“Ficou claro que o Itaú está trabalhando ativamente com Saieh para fechar a transação, uma operação que vem sendo apoiada por fraude”, destaca o comunicado.
A gestora, focada em investir em mercados emergentes, tem uma participação minoritária de 3,2% no banco chileno e em março havia enviado uma carta ao conselho do CorpBanca pedindo que a fusão com o Itaú fosse desfeita.
O Cartica acusa o Itaú e Saieh de “reterem informações e não corrigirem erros”, mesmo após a gestora ter entrado com a ação no Tribunal, no começo de abril. “O fato é que as divulgações permanecem incompletas e cada novo anúncio levanta novas questões ou revela distorções adicionais”, ressalta o texto distribuído à imprensa ontem.
O texto diz ainda que os réus “fizeram ou permitiram declarações enganosas e omissões que levaram à operação com o Itaú nos atuais termos injustos e subavaliados, sem que os minoritários do CorpBanca tivessem a oportunidade de adotar medidas para proteger seus interesses”. Procurado, o Itaú optou por não comentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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