Juros caem em dia de correção nos preços com novas medidas de estímulo na China

As taxas no mercado de juros futuros estão em queda nesta terça-feira, 25, depois de a China anunciar medidas para favorecer a recuperação do crescimento do gigante asiático. A China cortou os juros e liberou uma maior parte dos depósitos compulsórios feitos pelos bancos a fim de estimular o crédito de empreendedores e investidores. A queda nas…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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As taxas no mercado de juros futuros estão em queda nesta terça-feira, 25, depois de a China anunciar medidas para favorecer a recuperação do crescimento do gigante asiático. A China cortou os juros e liberou uma maior parte dos depósitos compulsórios feitos pelos bancos a fim de estimular o crédito de empreendedores e investidores. A queda nas taxas é uma correção dos exageros sobre os preços dos ativos ontem, dia que já foi apelidado como “segunda-feira negra”.

Às 9h35, as taxas mostravam uma queda um pouco menor quanto ao observado logo na abertura da sessão. O DI para janeiro de 2018 tem taxa de 13,83%, vindo de 13,93% no ajuste de ontem. Na abertura, estava em 13,82%. O DI para janeiro de 2021 tem taxa de 13,80%, ante 13,90% no ajuste de ontem. Na abertura, estava em 13,71%.

A desaceleração das taxas de juros acompanha a menor depreciação do dólar ante o real. Esse movimento se dá em meio à cautela dos agentes de câmbio diante da farta agenda de indicadores local e dos Estados Unidos e ainda quanto à pauta política doméstica.

Há grande expectativa se o ministro do TCU Augusto Nardes vai aceitar ou não o pedido de mais 15 dias feito ontem pelo governo para se explicar sobre os indícios de irregularidades nos seus gastos em 2014. O prazo adicional de 15 dias já dado ao governo no começo de agosto vence nesta quinta-feira.

Em entrevista à uma rádio paulista mais cedo, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o País vive um momento de dificuldades. Disse que essa situação não é particular do Brasil e citou que os mercados em todo o mundo viveram o “que já está se chamando de ‘segunda-feira negra'”. “Quanto mais pessimismo houver, mais longa será a travessia (pelas dificuldades que o Brasil enfrenta)”, afirmou.

No cenário doméstico, o IBGE divulgou mais um dado que confirma a deterioração do mercado de trabalho. Segundo a PNAD Contínua, a taxa de desemprego subiu para 8,3% no segundo trimestre deste ano, ante 7,9% no primeiro trimestre.

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