Juros fecham nas máximas após Fed indicar aumento do juro nos EUA em dezembro
Os juros futuros passaram o dia com pouca oscilação e volume reduzido, à espera do resultado de política monetária do Federal Reserve, conhecido na reta final dos negócios. Durante a sessão desta quarta-feira, 28, as taxas miraram o dólar, que operou em queda diante da expectativa de um comunicado ‘dovish’ do BC norte-americana. No call de…

Os juros futuros passaram o dia com pouca oscilação e volume reduzido, à espera do resultado de política monetária do Federal Reserve, conhecido na reta final dos negócios. Durante a sessão desta quarta-feira, 28, as taxas miraram o dólar, que operou em queda diante da expectativa de um comunicado ‘dovish’ do BC norte-americana. No call de fechamento, no entanto, veio a reação, bem para cima, com todos os vencimentos terminando nas máximas.
Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 apontava 14,30%, na máxima, ante 14,250% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 15,38%, também na máxima, ante 15,22% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2019 estava em 15,92%, na máxima, de 15,82% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 indicava 15,88%, de 15,73%.
O Fed manteve sua taxa de juros inalterada entre zero a 0,25%, mas sinalizou que um aumento pode acontecer na próxima reunião, em dezembro. O comunicado abandonou a referência à influência de acontecimentos internacionais e destacou que, agora, apenas está ‘monitorando os acontecimentos econômicos e financeiros globais’. Além disso, destacou que os gastos do consumidor e investimentos das empresas crescem a ‘taxas sólidas’ e que a atividade econômica está se expandindo a um ritmo moderado, retirando o trecho em que dizia que o ritmo estava entre “modesto e moderado”. O Fed se disse “razoavelmente confiante” na diretriz de inflação. A votação a favor da manutenção foi de 9 a 1, com o dissidente defendendo um aumento de 25 pontos-base.
Durante o dia, a expectativa com a ata do último encontro de política monetária do Copom, amanhã, também influenciou no movimento desta quarta-feira, enxugando ainda a liquidez dos negócios. Os agentes vão esmiuçar o documento do BC, a ser conhecido logo cedo nesta quinta-feira, para saber o que levou a autoridade monetária a mudar seu comunicado no encontro da semana passada.
Na ocasião, o BC manteve a taxa básica de juros inalterada em 14,25% ao ano, mas mudou o teor do comunicado ao informar que a manutenção da taxa nesse patamar por prazo suficientemente prolongado é necessária para a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante da política monetária. No comunicado anterior, o BC citava o final de 2016 para a convergência da inflação.
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