Juros futuros de curto prazo fecham perto dos ajustes e longos avançam

Os juros futuros terminaram a sessão perto dos ajustes anteriores nos vencimentos de curto e médio prazos, enquanto os longos subiram, com o aumento das incertezas domésticas, principalmente no período da tarde. Uma série de notícias negativas no quadro local elevou a aversão ao risco dos investidores nesta quinta-feira, 16, com destaque para…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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Os juros futuros terminaram a sessão perto dos ajustes anteriores nos vencimentos de curto e médio prazos, enquanto os longos subiram, com o aumento das incertezas domésticas, principalmente no período da tarde.

Uma série de notícias negativas no quadro local elevou a aversão ao risco dos investidores nesta quinta-feira, 16, com destaque para a informação de que a Procuradoria do Distrito Federal está investigando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Odebrecht por tráfico internacional de influência.

O DI janeiro de 2016 terminou em 14,05%, de 14,04% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2017 repetiu o ajuste de ontem, de 13,54%. O DI janeiro de 2021 avançou de 12,56% para 12,61%. Nos Treasuries, a taxa de dez anos mostrava relativa estabilidade, com o yield da T-Note em 2,351%, de 2,356% no final da tarde de ontem. O dólar à vista avançou para R$ 3,1530 (+0,64%) no balcão.

Assim como o câmbio, houve cautela dado o aumento dos riscos à governabilidade da presidente Dilma. Além da investigação de Lula, o quadro fiscal continuou preocupando, na medida em que os projetos têm de ser votados no Congresso antes do recesso parlamentar, na próxima semana, num momento em que a Moody’s está em visita ao Brasil e deve avaliar posteriormente a nota soberana.

Um rebaixamento do rating é dado como certo, sendo que ainda assim o País conservará o grau de investimento. O maior temor é de colocação da perspectiva como negativa para a nota.

Sobre os projetos da área fiscal, o Senado decidiu nesta tarde acelerar a proposta do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) que trata da repatriação de recursos para abastecer os fundos do ICMS. Ainda sobre o Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que tomará decisões que podem levar à criação de duas CPIs delicadas para o Palácio do Planalto, a dos Fundos de Pensão e a do BNDES.

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