Juros futuros recuam em sintonia com o dólar e com volta de estrangeiros

As taxas dos contratos futuros de juros voltaram a recuar nesta sexta-feira, 16, em sintonia com a queda do dólar ante o real e com investidores estrangeiros buscando contratos de DI e títulos públicos brasileiros negociados no mercado secundário. Por trás do movimento esteve a percepção de que, com uma Selic alta no País e a tendência de…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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As taxas dos contratos futuros de juros voltaram a recuar nesta sexta-feira, 16, em sintonia com a queda do dólar ante o real e com investidores estrangeiros buscando contratos de DI e títulos públicos brasileiros negociados no mercado secundário. Por trás do movimento esteve a percepção de que, com uma Selic alta no País e a tendência de injeção de recursos no mercado global, por meio do Banco Central Europeu (BCE), investir na renda fixa brasileira é bastante rentável. Aliada a isso está a leitura de que a nova equipe econômica vai no caminho certo para resgatar a credibilidade do Brasil.

No fim da sessão regular da BM&FBovespa, a taxa do DI para janeiro de 2016 marcou 12,56%, ante 12,62% do ajuste de ontem. O contrato para janeiro de 2017 marcou 12,28%, ante 12,37%, enquanto o DI para janeiro de 2021 indicou 11,90%, ante 12,01%. Na prática, segue consolidada na curva de juros a projeção de que, na semana que vem, o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a Selic em 0,50 ponto porcentual. Já o dólar cedeu 0,49% no balcão brasileiro, aos R$ 2,6210.

Profissionais da área de renda fixa disseram que o diferencial entre a Selic brasileira e os juros no exterior, em meio à perspectiva de mais estímulos na Europa, tem favorecido a entrada de investimentos especulativos nos últimos dias. Os estrangeiros estariam colocando recursos nos DIs (vendendo taxas) e nos títulos públicos negociados no mercado secundário.

As taxas futuras de juros, aliás, seguiram hoje em sintonia com o recuo do dólar. Isso a despeito de, no exterior, os yields (retornos) dos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano) terem avançado de forma consistente.

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