Microagulhamento, uma terapia que rejuvenesce a face
Transformar significa também trocar, substituir. E essa é a premissa da terapia de indução de colágeno, também conhecida como microagulhamento


O microagulhmento é indicado a todos os tipos de pele
Reprodução/Ler Saúde
É possível preencher cicatrizes, marcas de acne, manchas, além de reorganizar as fibras internas. Na estética, a motivação é a transformação.
Transformar-se em mais bela, em mais jovem, transformar a autoestima. Transformar significa também trocar, substituir. E essa é a premissa da terapia de indução de colágeno, também conhecida como microagulhamento. Um pequeno rolo com agulhas minúsculas provoca microferimentos na pele.
É justamente a capacidade de se recompor, produzindo colágeno, que garante a renovação da pele. “Assim, é possível preencher cicatrizes, marcas de acne, além de reorganizar as fibras internas, deixando a pele mais firme e com mais vitalidade”, explica a esteta Helena Peres Ferreira, especialista em biomedicina estética.
O procedimento baseado no uso de micro agulhas, sendo um método simples e natural de regeneração da pele. É um método alternativo à luz pulsada, laser e peelings que agem de forma ablativa. O microagulhamento age de forma construtiva, podendo ser utilizado em qualquer tipo de pele.
Esta técnica é indicada especialmente para melhoria da flacidez de pele facial e corporal, estrias, cicatrizes de acne, cirurgia e queimaduras, e também para queda de cabelo. Tem vantagem de ser procedimento feito no consultório, custo baixo, bem tolerado, com período curto de recuperação e sem dor. A expectativa é de melhora após primeira sessão.
A pele é perfurada superficialmente, criando múltiplos micro-canais, através dos quais se utilizam formulações com princípios ativos à base de fatores de crescimento e peptídeos nanoencapsulados que penetram nestes micro-canais com maior efetividade. O objetivo é a estimulação da derme com renovação do colágeno e angiogênese, e é denominada Terapia por Indução de Colágeno.
A possibilidade de complicações é remota e temporária. Quando ocorre, geralmente aparece na forma de vermelhidão prolongada ou algumas manchas roxas. Conforme o resultado inicial e indicação médica, outras sessões podem ser realizadas para melhora adicional. Nos primeiros dias ocorre uma vermelhidão, parecida com quem toma um sol de praia sem filtro solar que costuma ceder entre três e sete dias.
A epiderme é a camada mais superficial da pele que está em contato com o meio externo, e protege o corpo contra influências externas. Em suma, os humanos não podem viver sem pele. É o último mecanismo de defesa que protege a derme contra bactérias, pó e outras influências ambientais que possam se infiltrar no organismo. A membrana de proteção da epiderme previne eficazmente que substâncias externas ou reagentes em cosméticos ou produtos farmacêuticos penetrem na pele. A taxa de sucesso de cosméticos usando a melhor tecnologia lisossômica é de meros 0.03%. (Estudo feito pela Universidade de Marburg-Alemanha)
Praticamente não existem relatos de efeitos colaterais em todos estudos clínicos publicados. O microagulhamento cria micro canais num período curto de tempo que maximiza a penetração eficaz de substâncias no stratum corneum (criando aproximadamente 500.000 em cinco minutos).
A quantidade de perfuração e rolagem é baseada no tempo de aplicação. A parte importante é determinada pela própria freqüência de rolagem. Aplicando dez vezes pode criar 600 furos por centímetro quadrado. Isso é suficiente. Três minutos bastam para a testa e dez para o rosto inteiro. Leva mais ou menos o mesmo tempo para o pescoço e outras áreas.
O Intervalo entre as sessões devem ser entre 21 e 30 dias, ou seja, no mínimo 21 dias pois a pele necessita de período chamado de “down-time” onde ocorre o processo de inflamação, proliferação e remodelagem do tecido. O resultado se dá entre a oitava e décima segunda semana. Porem dependendo da indicação logo na primeira sessão do tratamento sinais de melhora já são visíveis. Discuta com seu médico a necessidade de novo tratamento. O recomendável é 2 ou 3 vezes por ano. O mais importante é que para todos os tratamentos há melhora de até70% efetiva de acordo com Estudos Clinicos Publicados.
Como todo procedimento estético disponível no mercado, o microagulhamento também possui restrições sobre quem pode realizar o método. O tratamento não deve ser feito em área do corpo com infecções e em pacientes com tendência à formação de queloide. Por isso, o procedimento deve ser feito no consultório dermatológico, para que o dermatologista possa avaliar as condições clínicas do paciente, para saber se é possível aplicar esta técnica e atender as necessidades desta pessoa.
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