Obesidade e síndrome metabólica
Doenças estão relacionadas ao aumento significativo das doenças cardiovasculares


A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura principalmente na região abdominal. É a principal causa do que chamamos “Síndrome Metabólica”, que está relacionada ao aumento significativo das doenças cardiovasculares.
Na Síndrome Metabólica encontramos um quadro de resistência à insulina ou, como é mais conhecido, “Intolerância à Glicose”. Nesses casos, a pessoa obesa apresenta uma dificuldade para a glicose penetrar nas células, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina. Esse aumento da insulina, o hiperinsulinismo, produz alterações do colesterol e triglicérides, induz à retenção de sal pelos rins e aumenta a resposta à adrenalina, ambos colaborando significativamente para o aumento da pressão arterial. É frequente também estar associado um incremento da frequência cardíaca nesses casos.
Por fim, a produção excessiva de insulina acaba levando o pâncreas à uma falência relativa, ocasionando o Diabetes tipo 2.
A Síndrome Metabólica, apesar de complexa quanto à sua gênese multifatorial e à capacidade de comprometer seriamente o organismo, tem diagnóstico bastante simples na maioria dos casos. Uma pessoa com obesidade predominantemente abdominal, pressão alta, glicose acima de 110 mg, triglicérides e colesterol elevados, tem grande probabilidade de estar cursando com Síndrome Metabólica.
É importante procurar orientação médica o mais precocemente possível, evitando, com isso, deixar o organismo exposto a tantas alterações por períodos prolongados. A terapia com medicamentos em quase todos os casos e a cirurgia bariátrica nos obesos mórbidos são relativamente eficazes, porém, os resultados mais completos e duradouros só serão obtidos com mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos .
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