Oh! Meu Brasil, você é livre? Ó Censura largue de nós
Alguns historiadores garantem que o primeiro jornal brasileiro nasceu na Inglaterra, na cidade de Londres com o nome de O Correio Braziliense, para outros o primeiro jornal brasileiro foi a Gazeta do Rio de Janeiro, seu primeiro exemplar foi publicado em 10 de setembro de 1808, este era o jornal oficial da corte, logo as […]

Alguns historiadores garantem que o primeiro jornal brasileiro nasceu na Inglaterra, na cidade de Londres com o nome de O Correio Braziliense, para outros o primeiro jornal brasileiro foi a Gazeta do Rio de Janeiro, seu primeiro exemplar foi publicado em 10 de setembro de 1808, este era o jornal oficial da corte, logo as notícias eram favoráveis aos atos do governo e sua família, o Correio Braziliense era direcionado a falar das distorções da administração do Brasil.
Na verdade nenhum dos dois tinha grande atitude de informar, um tinha por princípio ser contra, outro mostrava só as coisas que favorecessem ao governo, ninguém tinha compromisso com a informação. Hoje sabemos que isto é terrível, mas desta forma ainda funciona a impressa do governo e aquelas aliadas ao mesmo, difícil neste meio é sobreviver quem tem compromisso com a verdade, uma vez que o maior anunciante é o governo. A internet deu abertura aos neutros, porém terá de viver com muita criatividade.
Trago a lembrança o começo da impressa para avisar que ela sempre foi perversa e benigna. Perversa é quando escolhe a notícia que favorece a alguém, no caso, um partido político, o governo ou a oposição e etc. Benigna é quando ela tem interesse em abraçar a verdade e tem a pauta voltada a informação sem escolha.
A possibilidade de não ser enganado foi a grande conquista da humanidade na atualidade, contudo a força da impressa continua exercendo um poder de exclusão e inclusão com interesse, claro, há exceções.
Não sei se tem jornalista santo, todavia existem aqueles que têm compromisso em informar sem pender para um lado, inclusive do próprio jornal do qual ele é contratado, claro, na atualidade esses nem sempre ficam muito tempo no ar, isto se eles atrapalharem o faturamento, porque antes da noticia existe o planejamento financeiro.
Nesses anos de vida observei que o que traz realização não é o que se faz e sim o poder.
Alguém já disse, e não sei quem “o poder corrompe as pessoas”, isto é comprovado em todas as classes, temos como exemplos os políticos, os iniciantes quando se apresentam como candidatos buscam verdadeiramente fazer o melhor dentro da ótica do povo, porém o tempo parece que o transforma. Desta mesma maneira muitos jornalistas se perdem, principalmente quando estes ocupam o poder, no caso poder de barrar ou tirar do ar um artigo.
O Paul Valéry, poeta e critico francês disse a muito tempo atrás que “Um homem competente é um homem que se engana segundo as regras.”
Eu prefiro aqueles que não se enganam, e lamento pelos que são obrigados a seguir regras nocivas.
Ele também disse “O poder sem abuso perde o encanto”.
O abuso do poder enoja quem não o tem, por isto no Brasil os militares ainda hoje são citados quando há intromissão diretamente ou indiretamente daqueles que podem usar a censura em favor deste ou daquele.
Leitor, conquistar a sabedoria é preciso, usá-la, depende do observar.
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