Taxas dos DIs avançam com dólar, yields dos Treasuries e situação doméstica
Os juros subiram praticamente o dia todo, pressionados pelo dólar e pela alta dos juros dos Treasuries, em razão dos dados fortes da economia norte-americana. A situação grega e a política doméstica também influenciaram as taxas. A taxa do DI para outubro de 2015 fechou esta quarta-feira, 1, em 14,045%, de 14,03% no ajuste anterior. O DI…

Os juros subiram praticamente o dia todo, pressionados pelo dólar e pela alta dos juros dos Treasuries, em razão dos dados fortes da economia norte-americana. A situação grega e a política doméstica também influenciaram as taxas.
A taxa do DI para outubro de 2015 fechou esta quarta-feira, 1, em 14,045%, de 14,03% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 terminou em 14,27%, de 14,24%, o de janeiro de 2017 ficou em 14,02%, de 13,94% ontem, enquanto o de janeiro de 2021 ficou em 12,75%, de 12,68% na véspera.
A alta do dólar, de 1,13%, a R$ 3,1440, e o ambiente doméstico influenciaram a curva a termo de juros. O mercado reagiu hoje à notícia de que o Senado aprovou um reajuste de até 78% dos salários dos servidores do Judiciário, dando um sinal ruim em tempos de ajuste fiscal. Justamente por isso o governo já avisou que vai vetar o aumento, mas tenta costurar um acordo.
Notícia de que o governo só pensa em reduzir a Selic quando as estimativas estiverem abaixo do centro da meta de inflação para 2016 também pressionaram as taxas curtas e intermediárias durante a tarde.
Além disso, a possibilidade de aumento do juro nos EUA acabou puxando os yields dos Treasuries para cima, após dados mais fortes como do mercado privado de trabalho, e influenciaram as taxas domésticas.
Na Grécia, hoje o primeiro-ministro Alexis Tsipras pediu que os gregos votem ‘não’ no plebiscito marcado para domingo. No entanto, disse que isso não significa a saída do país da zona do euro, mas sim uma postura firme para prosseguir nas negociações em direção a uma “solução sustentável” para a dívida do país.
Para o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, o plebiscito na Grécia é um erro, enquanto a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que os gregos precisam de reformas abrangentes se o país realmente quiser superar seus problemas econômicos.
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