Temporada de “apagões” no São José Basquete
Quem acompanha o São José Basquete nesta temporada do NBB já se acostumou com os “apagões” que o time vem sofrendo durante determinados quartos das partidas. Já virou rotina presenciar um jogo aparentemente equilibrado se decidir contra os joseenses numa parcial em que a defesa do time não se encontrou. O jogo contra o Uberlândia […]

Quem acompanha o São José Basquete nesta temporada do NBB já se acostumou com os “apagões” que o time vem sofrendo durante determinados quartos das partidas. Já virou rotina presenciar um jogo aparentemente equilibrado se decidir contra os joseenses numa parcial em que a defesa do time não se encontrou.
O jogo contra o Uberlândia da última sexta-feira (23) foi um bom exemplo de como essa queda repentina de rendimento tem atrapalhado a equipe neste NBB7. Após irem aos vestiários com cinco pontos de vantagem contra os mineiros, o São Jose apagou no terceiro quarto. Com placar de 29 a 14 na parcial, ficou praticamente impossível de reverter o jogo no quarto decisivo da partida.
Analisando a campanha do São José, percebemos que as vitórias têm vindo de maneira suada, com esforço e, não raro, prorrogações. A equipe soma nove vitórias e oito derrotas na competição. Um desempenho mediano que o coloca na sétima posição, junto com o Palmeiras.
A razão para os apagões e desempenho a baixo dos anos anteriores é muito simples: faltam jogadores no elenco da Águia. O time já havia sofrido com a saída do armador Fúlvio e do ala Jeferson no início do ano passado. Mais tarde, o próximo a abandonar o barco foi o ala-armador Manny Quezada, melhor jogador do time em 2014.
Embora a diretoria tenha trazido bons nomes para a disputa do NBB7, como o repatriamento de Andre Laws e a vinda do também norte-americano Jimmy Baxter, o time não tem banco para suportar adversários que brigam no lado de cima da tabela.
Guerreiros
Dentro de quadra não há corpo mole e o torcedor joseense parece ter entendido que o elenco faz o que pode. A versão 2014/2015 do São José justifica a alcunha de time de guerreiros, coro que a torcida tantas vezes entoa da arquibancada.
Com os jogadores tentando compensar um elenco reduzido com mais entrega dentro de quadra, alguns jogos desta temporada, como contra o Macaé, Mogi e Palmeiras, foram daqueles que todo o fã de basquete gosta de assistir, com indefinição até o último segundo de partida.
Agora é hora do torcedor de verdade continuar dando seu apoio e mandando o recado para os mandatários do basquete joseense: a melhor torcida da NBB merece um time elenco mais forte para a próxima temporada.
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