Vacinação é ainda mais importante contra as novas cepas da COVID-19
A vacinação contra COVID-19 avança no Brasil e de maneira muito mais rápida em outros lugares do mundo. Apesar disso, é comum que se ouça falar em novas cepas. Será que estamos protegidos mesmo contra as variantes que são ainda mais transmissíveis? Até agora, a resposta é positiva. Por mais que as novas variantes cheguem […]

A vacinação contra COVID-19 avança no Brasil e de maneira muito mais rápida em outros lugares do mundo. Apesar disso, é comum que se ouça falar em novas cepas. Será que estamos protegidos mesmo contra as variantes que são ainda mais transmissíveis?
Até agora, a resposta é positiva. Por mais que as novas variantes cheguem a ser até cinco vezes mais transmissíveis do que o vírus original da COVID-19, as vacinas vêm apresentando resultados muito satisfatórios contra elas. O que notamos é que o número de contaminações pode até crescer, mas as internações e as mortes seguem em um patamar controlado.
Um ótimo exemplo sobre a eficiência das vacinas é o controle da COVID-19 nos Estados Unidos: Por mais que as novas cepas tenham causado um aumento significativo no número de casos, as pessoas que optaram por se vacinar estão apresentando um ótimo nível de proteção. Nos últimos seis meses, 99% das mortes registradas foram em não vacinados. Outro dado importante é que 83% das novas infecções acontecem com a variante delta.
A variante delta, mais contagiosa e mais preocupante do momento, consegue portanto infectar um grande número de pessoas mesmo entre os vacinados, mas tem pouquíssima capacidade de gerar casos mais graves, levando a internações e a óbitos, naqueles que já estão totalmente imunizados.
De acordo com o portal italiano da área de saúde Health Spring, resultados similares aparecem na Itália, que tem no momento 63% da população vacinada com ao menos uma dose e 53% totalmente imunizada. Houve em julho o recorde de casos desde o assustador pico em novembro de 2020, mas a média de mortes diárias se manteve muito baixa, não chegando aos três dígitos desde maio.
Também é possível observar o quanto a variante delta é contagiosa através dos números italianos: Lá, a predominância é ainda maior, com 94,8% das contaminações. Em ao menos sete regiões do país, a taxa chega muito perto de 100%. Sabendo da importância da vacinação para manter as internações e mortes em baixa, o governo do país começa em agosto a exigir um certificado de vacina para acesso a lugares como cinemas, bares, academias e restaurantes.
Com todas essas informações, é possível analisar também a realidade brasileira. Em São José dos Campos, a expectativa é que toda a população adulta tenha acesso a ao menos uma dose até a metade de agosto. Isso é fundamental para que os números de internações e mortes também continuem em baixa: Atualmente, a cidade tem apenas 21% dos leitos hospitalares destinados à COVID-19 ocupados.
Os números brasileiros, porém, ainda estão longe de ser satisfatórios: Devido ao atraso na compra das vacinas, apenas 49% da população já tomou a primeira dose e só 20% têm a imunização completa. Tais números, muito baixos se comparados aos norte-americanos e italianos, mostram que um sinal de alerta ainda precisa continuar ligado e que todos os cuidados no combate ao vírus devem seguir.
A recomendação para os brasileiros é que se vacinem assim que as doses estejam disponíveis para a sua faixa etária, conseguindo prevenção contra as cepas mais contagiosas e ajudando o esforço coletivo de reduzir a quantidade de internações e de mortes.
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