As belezas que vão além da natureza, com o fotógrafo Ricardo Martins
O fotógrafo Ricardo Martins, conhecido mundialmente por eternizar as belezas da natureza com suas lentes, concedeu para a Coluna Social do Meon uma retrospectiva do ano de 2015. Ricardo, que está no Pantanal, conseguiu um tempinho durante a sua expedição para responder algumas perguntas relacionadas ao seu último trabalho, chamado “Amantikir, a serra que chora”, […]











O fotógrafo Ricardo Martins, conhecido mundialmente por eternizar as belezas da natureza com suas lentes, concedeu para a Coluna Social do Meon uma retrospectiva do ano de 2015. Ricardo, que está no Pantanal, conseguiu um tempinho durante a sua expedição para responder algumas perguntas relacionadas ao seu último trabalho, chamado “Amantikir, a serra que chora”, planos para 2016 e sonhos.
Como você avalia os projetos implementados durante este ano?
Lancei meu mais recente livro “Amantikir, a serra que chora” no começo de 2015, diferente dos outros anos onde os lançamentos aconteceram entre os meses de outubro e dezembro. Acredito que isso tenha sido o motivo pelo qual os projetos de exposição, palestras e workshops tenham tomado uma força maior nesse ano.
Quais foram as principais iniciativas?
O projeto Amantikir, sobre a Serra da Mantiqueira, o que provavelmente irá render um segundo volume com o mesmo tema. E “Intercâmbio dos Olhares”, realizado com desenhos entre crianças dos hospitais do câncer infantil Mahak, no Irã, e Gacc, no Brasil, baseados nas minhas fotografias, o que me deixou muito feliz. Pretendemos continuar esse projeto agora com a Índia.
Como a fotografia pode influenciar e contribuir na vida das pessoas?
Acho que um grande exemplo é o projeto “Intercâmbio dos Olhares”. Nele, acabei levando a minha vida de viagens e experiências com as florestas e os bichos para dentro dos hospitais, onde a realidade é completamente diferente. Via o brilho nos olhos das crianças imaginando os lugares por onde passei. Essa é uma das formas de contribuir com a fotografia que faço. Hoje, realizo através dela um sonho de criança e tento inspirar as pessoas por essa busca pessoal.
Durante toda a sua trajetória, qual o projeto que mais te marcou?
Muito difícil apontar um deles, mas tenho um carinho especial pelo “A Riqueza de Um Vale”, onde viajei e conheci mais a fundo toda a história e a beleza do Vale do Paraíba, a região onde nasci e vivo, o que acabou me rendendo um prêmio Jabuti em 2012 na categoria de melhor fotografia.
Pretende investir em uma carreira internacional?
Sim, sempre falei que primeiro queria fotografar o meu país, o Brasil é fantástico e não via muito sentido sair daqui logo no começo da minha carreira para buscar outras belezas. No final de 2014, através de um convite do Itamaraty, realizei a exposição “Meu Brasil, meu Olhar”, no Irã, que durou 20 dias. Após esse período, fiz uma viagem por 8 cidades do país, entre elas a histórica Persépolis, chegando até o deserto de Farahzad, onde passei a noite em um vilarejo, voltei com um belo ensaio fotográfico do Irã e pretendo fazer uma exposição, mas o apoio nem sempre é bem visto por se tratar de um país islâmico, o que eu acho uma grande ignorância.
E para o próximo ano, quais as novidades que estão por vir?
Para 2016 estamos trabalhando em três frentes, um projeto sobre a Amazônia, um outro sobre o Pantanal- região que estou no momento em que respondo essa entrevista- e um segundo volume do livro sobre a Serra da Mantiqueira, agora retratando as pessoas que vivem nela. Tem um outro projeto que começou em 2015 e deve sair em 2016, algo bem diferente do mundo editorial, mas não posso revelar ainda pois envolve outras pessoas e empresas.
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