Estudante com deficiência auditiva inicia mestrado em Taubaté

Exemplo: Adriana de Oliveira tem auxilio da mãe durante as aulas

Escrito por: André Fressant2 min de leitura
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A mãe e filha juntas na universidade

Leonardo Oliveira/UNITAU

Ter algum tipo de deficiência pode afetar de diversas maneiras o ser humano. Entretanto, algumas pessoas transformam a dificuldade em superação. Um exemplo é Adriana de Oliveira Santo Matias, que tem deficiência auditiva e começou a cursar Mestrado em Ciências Ambientais na Unitau (Universidade de Taubaté).

Natural de Imperatriz, cidade que fica a 630 km de São Luis, no Maranhão, Adriana é formada em terapia ocupacional e em letras com habilitação em libras. Aos quatro anos de idade, sofreu uma febre virótica e teve perda total de sua audição em um ouvido e parcialmente no outro.

A estudante, que iniciou o mestrado em 2017, tem como colega de classe uma pessoa especial: sua mãe. Maria Ivanilde Oliveira Santos revela que outras universidades não deram oportunidades para a filha por conta da deficiência. “Eu e minha filha tentamos em várias outras instituições e não conseguimos. Fico muito feliz, porque estudarmos juntas era uma coisa inimaginável. Ao longo da vida, você cria e cuida do filho, mas não se imagina estudando com ele”, conta Ivanilde.

No dia a dia a deficiência não é um empecilho para Adriana, que é professora de uma escola bilíngüe e funcionária do Estado. Pelo fato de conviver com a surdez desde criança, ela aprendeu a fazer leitura labial, o que facilita no momento que o docente ministra as aulas.

O professor Paulo Fortes Neto, um dos docentes do curso, comenta que essa habilidade auxiliou a estudante no momento da entrevista para seleção. “Ela é uma aluna como qualquer outra do mestrado. Claro que é um desafio, mas estamos felizes e tê-la conosco”, diz.

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