Textos aleatórios
Adolescente de Guaratinguetá escreve crônicas na internet e conquista leitores


Yasmin passa horas lendo livros durante as férias
Divulgação
A leitura sempre foi uma paixão na vida de Yasmin Pinheiro, de 14 anos. Admiradora de escritores como John Green, autor do Best Seller “A culpa é das estrelas” e “Cidade de papel”, Kiera Cass, de “A Seleção” e Victoria Aveyard, de “A Rainha Vermelha” e ainda, Jennifer Bosworth, escritora do livro “Caçadora de Tempestades”, a adolescente coleciona livros de vários gêneros.
Durante as férias, a contragosto da mãe, chega a passar madrugadas viajando pelas páginas dos títulos preferidos. O fascínio pela literatura, aos poucos, foi despertando em Yasmin o interesse em criar os próprios textos. São crônicas que retratam, de forma lúdica, o conflitante mundo dos adolescentes. As obras da jovem foram parar na página de uma rede social. Em poucas horas, conquistaram leitores de diferentes idades, entre eles, jornalistas, publicitários e escritores. “Eu fiquei surpresa com a aceitação da minha página na internet e com as mensagens. Pretendo me tornar uma grande escritora e isso é um grande incentivo pra mim”, conta a jovem.
A página “Textos Aleatórios” criada há poucos dias reúne crônicas escritas especialmente para a internet. As crônicas não trazem título. Segundo a autora, a intenção é conquistar o leitor nos primeiros parágrafos, em uma narrativa que vai aguçar o interesse de quem está do outro lado da tela.
A estudante vai para o primeiro ano do ensino médio e quer lançar, em 2017, um livro com as crônicas mais curtidas e compartilhadas na internet. A intenção é firmar parceria com a iniciativa privada e com a prefeitura de Guaratinguetá para que o livro de crônicas seja utilizado em sala de aula. “Espero que meus textos também inspirem outros jovens. O mundo da literatura é fantástico”, ressalta Yasmin.
Leia trecho de uma das crônicas:
“Lá estava eu… O céu azul escuro, sem estrelas e perfeitamente lindo… A lua enorme, com seu reflexo embaçado na água, me chamava mais pra perto. Quando dei por mim, já estava me aproximando daquela balaustrada. Pensei por instantes no risco de cair na água. Mas, no crepúsculo da noite, nada daquilo me importava…”
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