A hora certa de dormir: preserve o sono de seu filho
A irregularidade dos horários de descanso, assim como, o fato de dormir poucas horas pode ser traduzido em má qualidade do sono. A criança que mantém essa rotina pode apresentar diversas alterações no comportamento e desenvolvimento


O sono é fundamental para as crianças, principalmente as mais novas. Ele ajuda no crescimento e aprendizagem
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A irregularidade dos horários de descanso, assim como, o fato de dormir poucas horas pode ser traduzido em má qualidade do sono. A criança que mantém essa rotina pode apresentar diversas alterações no comportamento e desenvolvimento, como explica o médico Marcelo Ortiz de Souza. “Em qualquer fase do desenvolvimento infantil, a persistência de um sono ruim pode acarretar consequências extremamente indesejáveis, sendo que as mais frequentes estão associadas aos problemas de aprendizado. Porém, irritabilidade, depressão, ansiedade e sonolência diurna estão entre outros prejuízos relevantes”.
“Estudos indicam também maior associação entre sono de má qualidade e obesidade, hiperatividade e baixa estatura, pois é durante o descanso noturno que ocorre liberação de hormônio de crescimento”, reforça Marcelo. “Por isso, é fundamental que a criança tenha, desde o início, uma rotina de sono que seja organizada pelos pais. Cada família pode determinar qual o padrão a ser seguido, porém, as necessidades de cada fase da infância devem ser respeitadas. Criar um hábito para dormir, como um ritual, proporciona o funcionamento cerebral estável que pode influenciar positivamente no neurodesenvolvimento da criança, além da contribuição do ponto de vista psicoeducacional”.
O psiquiatra explica, ainda, que até o final do primeiro ano de vida é esperado que o sono noturno da criança se consolide, necessitando de 2 períodos de repouso diurno. Ao final dos 5 anos de idade, o sono se torna predominantemente noturno. Já, na fase escolar, um sono de 9 a 10 horas costuma ser suficiente e o padrão se aproxima do repouso do adulto. “De maneira geral, o estabelecimento dos padrões de sono obedece a um ritmo que mescla o desenvolvimento neuropsicológico, relações interpessoais, e fatores culturais da família ou do meio onde a criança está inserida”.
Os pais podem monitorar os filhos para verificar a presença de indícios de que o sono esteja ruim. “Nos bebês, um dos distúrbios mais frequentes é a Apneia do Lactente, ou seja, a criança passa cerca de 20 segundos sem respirar e pode apresentar roncos, cianose (arroxeamento dos lábios e extremidades), palidez, redução da frequência cardíaca e perda de tônus muscular”.
“Entre as crianças mais velhas, a dificuldades para iniciar o sono (com demora superior a 30 minutos), despertares noturnos, bruxismo (ranger os dentes), sonilóquios (falar dormindo), terror noturno (acordar assustada) entre outros, são consideradas manifestações que caracterizam um sono de má qualidade”.
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