Apartamento ganha reforma para destaque de peças assinadas

Comprado por um jovem advogado, este apartamento no Jardim Paulistano não tinha o layout desejado pelo morador para exibir as peças de design que coleciona. Os revestimentos, antigos, em sua opinião, também poderiam interferir no destaque que gostaria de dar para móveis especiais, como as poltronas Mole, assinada por Sergio Rodrigues, e Paulistana, de Paulo Mendes da Rocha, a mesa Saarinen e as cadeiras Bertoia do jantar.

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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As peças e móveis ganham evidência

Divulgação/Site Alexandre Dal Fabbro

Comprado por um jovem advogado, este apartamento no Jardim Paulistano não tinha o layout desejado pelo morador para exibir as peças de design que coleciona. Os revestimentos, antigos, em sua opinião, também poderiam interferir no destaque que gostaria de dar para móveis especiais, como as poltronas Mole, assinada por Sergio Rodrigues, e Paulistana, de Paulo Mendes da Rocha, a mesa Saarinen e as cadeiras Bertoia do jantar.

A solução estava em reformar todo o imóvel. “Pensamos em criar um espaço minimalista, que dialogasse e destacasse os móveis de assinatura”, diz Alexandre Dal Fabbro, arquiteto responsável pelo projeto.

Durante as obras fora trocadas as grandes molduras, ornamentos e revestimentos com brilho que antes dominavam o espaço por acabamentos embutidos, discretos e homogêneos. “Nos banheiros, fizemos bancadas de mármore embutidas sem desnível na parede e soltas nas laterais”, comenta o arquiteto.

O piso antigo da sala, de madeira cumaru, também entrou na reforma, e passou por um processo de restauração para que fosse aproveitado no novo projeto. “Depois de lixar e passar verniz fosco o piso ficou como novo. Instalamos o mesmo revestimento nos quartos, que antes tinha carpete de madeira.” Na cozinha, o piso de pastilhas, já gasto, recebeu cobertura de resina de poliuretano autonivelante.

A iluminação ganhou atenção especial. “Optamos por modelos sem molduras e de linhas simples. A ideia é que elas iluminem pontos estratégicos onde os móveis especiais estão e não que chamem a atenção no ambiente”, explica. Seguindo esse mesmo conceito, o arquiteto optou por portas sem batentes e deixou o ar condicionado discretamente embutido. “O apartamento funciona como uma moldura para a coleção, que está apenas começando.”

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