Bailarina de São José conquista bolsa em escolas internacionais de balé

Rafaela Pandolphi está no Top 12 da Youth America Grand Prix

Escrito por: Marcus Alvarenga4 min de leitura
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Rafael Pandolphi ficou no Top 12 da Youth America Grand Prix, em Nova Iorque

Variação do solo ‘Harlequinade’ apresentado na competição nos EUA

Divulgação

Um sonho, que começou como mais uma atividade comum aos três anos de idade, se torna realidade após dez anos e ainda a pequena bailarina, Rafaela Pandolphi de 13 anos, está buscando entender como será o seu futuro. “Não esperava tão nova e em pouco tempo nas competições internacionais já receber duas propostas de estudo em escolas de dança em outros países”, conta joseense.

A bailarina participou entre os dias 22 e 29 de abril da Youth America Grand Prix, uma das maiores competições estudantis de balé no mundo. No evento, os dois solos apresentados levaram Rafaela para o ranking das 12 melhores bailarinas da categoria Júnior, de 12 a 14 anos.

As conquistas durante a passagem por Nova Iorque foram superiores das esperadas pela jovem e sua família. As escolas Staatliche Ballettschule Berlin (Balé Estatal de Berlim), na Alemanha, e The Australian Ballet School (Escola de Balé Australiana), em Melbourne , na Austrália, oferecem uma bolsa integral para a Rafaela.

“No primeiro momento a emoção foi enorme, choramos juntas e afirmei para ela que aquele presente era o reconhecimento do trabalho. Mas estávamos sozinhas e, quando ligamos para o pai, ele quase infartou”, relembra a mãe Rossana emocionada.

Rafael Pandolphi ficou no Top 12 da Youth America Grand Prix, em Nova Iorque

Rafaela Pandolphi no camarim

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Decisão
A rotina da família Pandolphi mudou totalmente há dois anos, quando Rafaela, com 11 anos na época, decidiu que era o momento de buscar uma escola de dança com uma formação diferencial e que prepare-se bailarinos para uma carreira na dança.

“Tenho as melhores lembranças das minhas aulas na FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo), na Cia. Jovem de São José e na academia Cristina Cará. Porém, quando recebi o convite do Estúdio de Dança Adriana Soares, não podia recusar e os meus pais me apoiaram na decisão”, conta Rafaela.

Em 2014, mãe e filha se mudaram para São Paulo, em busca de dedicação integral a dança clássica, para realizar o sonho da menina. O pai e o irmão mais velho continuaram em São José, se abdicando do contato diário entre a família, mas incentivando o sonho dos filhos.

“As bolsas são mais um passo a frente, mas não sou só eu que vou dar esse passo, é a minha família inteira. Minha mãe e meu pai vivem as nossas vidas, minha e do meu irmão, eles ficam mais felizes e nervosos que nós. Por isso que essa conquista também é deles”, afirma a pequena bailarina.

Dedicação
Rafaela Paldolphi é pequena apenas de idade, pois a certeza em cada palavra que diz, quando reafirma que está realizando seu sonho, nem os mais velhos possuem. Quando a bailarina conta sobre sua rotina é até dificil de acreditar, mas quando ela não expressa nenhum tom irônico ou de brincadeira, é possível perceber sua dedicação.

“O meu treino é bem puxado. Todos os dias eu vou para o balé, faço aula e ensaio, por cerca de seis ou sete horas. Nos sábados e domingo participo de competições em teatros de São Paulo e às vezes de cidade próxima. Mas não deixo de ir a escola, o colégio dá o total apoio quando preciso flexibilizar a minha rotina”, descreve a joseense.

Todo o empenho da jovem bailarina é invejável. Os solos apresentados por Rafaela em Nova Iorque estão sendo ensaiados há seis meses, “Onix”, e dez meses, a variação de “Harlequinade”. Para ela, sempre é preciso ensaiar, pois nunca a dança está completamente ”limpa” ou perfeita.

Rafael Pandolphi ficou no Top 12 da Youth America Grand Prix, em Nova Iorque

Solo “Onix” no YAGP, em Nova Iorque

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Futuro
A Rafaela junto com seus pais ainda devem decidir nesse mês de maio qual será a escolha entre as bolsas oferecidas pelas escolas da Alemanha e da Austrália. A Staatliche Ballettschule Berlin pediu para que a resposta seja enviada até o dia 30 de maio e que no dia 1 de julho a bailarina já viajasse para a Alemanha em um período de adaptação. Em Berlim, as aulas regulares começam somente em setembro.

Já a The Australian Ballet School não definiu uma data limite de retorno sobre a escolha da bolsa oferecido a bailarina de São José dos Campos. Caso essa seja a escolha, o ano letivo tem início somente em janeiro de 2017, mas a jovem deve ir antes para o período de adaptação.

“Não sabemos ainda para onde optar, vamos pesar vários pros e contras, além da melhor estrutura para a Rafa. Entretanto, também temos que pensar nos gastos. Por isso, estamos fazendo rifas e eventos, como a Gala de Dança, que aconteceu no início de abril para arrecadar dinheiro para o festival nos Estados Unidos”, explica Rossana, mãe da bailarina.

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