Balé da Cidade de Taubaté retrata tropicalismo em espetáculo no sábado

É mostrando referências dos tempos de Ditadura que completa 50 anos em 2014 e, mais especificamente, do movimento tropicalista surgido nesse momento de repressão e efervescência cultural que o Balé da Cidade de Taubaté estreia neste sábado (27), às 20h, o espetáculo “É Proibido Proibir”, no Teatro Metrópole de Taubaté. A entrada é gratuita, com ingressos sendo distribuídos a partir das 19h na bilheteria do teatro.

Escrito por: Renan Simão2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
proibido_proibir_bale_da_cidade_de_taubate_home

“É Proibido Proibir” mescla dança contemporânea e texto teatral

Divulgação

Estão todos lá, os Parangolés de Oiticica, a canção de protesto de Geraldo Vandré, as faixas de “Proibido Proibir”.

É mostrando referências dos tempos de Ditadura e, mais especificamente, do movimento tropicalista surgido nesse momento histórico de repressão e efervescência cultural que o Balé da Cidade de Taubaté estreia neste sábado (27), às 20h, o espetáculo “É Proibido Proibir”, no Teatro Metrópole de Taubaté. A entrada é gratuita, com ingressos distribuídos no dia, a partir das 19h, na bilheteria do teatro.

A montagem retrata o período ditatorial com dança e texto teatral, recursos mesclados pela primeira vez na companhia. O resultado é uma profusão de referências que lembram o conceito de antropofagia de Caetano Veloso, Torquato Neto, Zé Celso e outros.

“A Ditadura é um momento muito marcante para a história do país. Temos que nos questionar sobre esse período também em uma obra de arte”, diz a diretora artística do Balé, Alexandra Luppe. “Mas apesar de ter um texto sobre fatos históricos, o espetáculo não está pra baixo não, é bem pra cima”.

Feito em um ato de 50 minutos, o balé apresenta linguagem contemporânea e, embora remonte em uma ambiência sombria (há cenas de abuso de autoridade e tortura), a iluminação, os figurinos coloridos e as músicas de Caetano, Chico Buarque, e outros, reforçam a homenagem a este período artístico do fim dos anos 1960.

Três bailarinos criaram o espetáculo. A concepção é de Mateus Vasconcellos com os coreógrafos convidados Gustavo Fatakti e Henri Paranhos.

“Começamos a pesquisa em novembro de 2013, em abril começamos os laboratórios, é um trabalho bem aprofundado. Tem referências a Carmen Miranda, Dzi Croquettes, Oiticica, e muitos outros apresentados na costura dos temas”, conta Alexandra.

Por essa é a única apresentação programada, mas a intenção da diretora do Balé da Cidade de Taubaté é manter o espetáculo até o fim do ano.

“É PROIBIDO PROIBIR”
Quando: sábado (27), às 20h
Onde: Teatro Metrópole – rua Duque de Caxias, 312, Centro, Taubaté
Quanto: grátis
Mais informações: (12) 3624-8695

Publicado em: